Heroína ou vilã, Giovanna Antonelli é a atriz dos sonhos na Globo
Papel de uma golpista sexy? 'Chamem a Antonelli!' Precisam de uma dona de casa que se descobre lésbica? 'Liguem para a Antonelli!' Uma delegada lançadora de modismos? 'Escalem a Antonelli!' Muçulmana transgressora? 'Reservem a Antonelli!' Vilã psicopata? 'Antonelli! Antonelli! Antonelli!'
É assim que tem acontecido na Globo. Giovanna Antonelli virou um curinga da teledramaturgia do canal. A atriz se molda aos mais variados perfis de personagens.
O novo teste de versatilidade acontece em Sol Nascente, novela das 18h que estreou na segunda-feira, dia 29. Ela interpreta Alice Tanaka, brasileira com alma oriental por ter sido criada num clã de japoneses.
Uma análise de seus tipos desde o primeiro papel de destaque, a Capitu de Laços de Família, no ano 2000, revela a maior qualidade da atriz: a sutileza.
Ela nunca precisou exagerar nas caras e bocas para diferenciar uma personagem de outra. Não se obrigou alteração radical de voz, sotaque nem cacoetes.
Giovanna resolve a interpretação no olhar, nos gestos discretos e, principalmente, na intenção, ou seja, na alma da personagem.
A atriz atua com leveza - e o telespectador embarca na proposta dramatúrgica. Ok, há uma dose de boa vontade por parte do público. Afinal, quem resiste ao seu carisma?
Característica esta que se faz fundamental na formação dos pares românticos. Antonelli protagonizou alguns dos romances mais bem-sucedidos de novelas recentes.
Com naturalidade, ela impõe aos parceiros de cena a tal química capaz de fazer o telespectador acreditar na trama de amor e, assim, impulsionar a audiência.
Na última década, a artista participou de 8 novelas, uma minissérie e fez participações especiais em várias produções. Está entre os atores do primeiro time que mais trabalham.
Da variada galeria de personagens vale destacar a 'mocinha' Jade de O Clone (2001), uma vilã que o público amou odiar - a Bárbara de Da Cor do Pecado (2004) - e a heroína moderna Helô, a 'delegata' de Salve Jorge (2012).
Seja nas histórias leves da faixa das 18h, nas comédias românticas das 7 da noite ou nos folhetins densos das 21h, Giovanna Antonelli sempre cumpre a missão passada a ela por autores e diretores.
E há um aspecto que, embora imperceptível no vídeo, revela-se importantíssimo nos bastidores: é uma estrela sem estrelismo.
Por tudo isso, quando surge uma personagem desafiante logo se ouve nos corredores da Globo: 'Antonelli! Antonelli!'