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Chorando, Datena lamenta morte de Boechat: “Ele era amado”

Âncora do Jornal da Band perdeu a vida, aos 66 anos, em queda de helicóptero no Rodoanel de São Paulo

11 fev 2019
14h28
atualizado em 13/2/2019 às 16h15
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Eram 13h55 desta segunda-feira (11) quando José Luiz Daneta entrou no ar, em edição extraordinária do Brasil Urgente, para informar a morte do jornalista Ricardo Boechat.

O âncora do Jornal da Band e da rádio Band News estava a bordo de um helicóptero que o trazia de Campinas (SP), onde havia participado de um evento.

A aeronave tinha como destino o heliponto da Band, na zona sul da capital paulista.

Ricardo Boechat tinha 66 anos de idade e quase meio século de carreira no jornalismo
Ricardo Boechat tinha 66 anos de idade e quase meio século de carreira no jornalismo
Foto: Reprodução/Facebook / Jornal da Band

“Com profundo pesar, nesses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o jornalista, pai de família e companheiro Ricardo Boechat morreu hoje”, disse Daneta, chorando muito, com os olhos inchados.

“Na última quarta-feira, eu fingi que ia cochichar algo e dei um beijo no rosto dele”, contou o apresentador. “Eu jamais pensei que fosse dar essa informação.”

Nascido em Buenos Aires, na Argentina, em 13 de julho de 1952, Boechat construiu sua carreira em jornais de prestígio como o Diário de Notícias e O Globo.

Tornou-se nacionalmente conhecido no Bom Dia Brasil, da TV Globo, onde fazia uma coluna. 

Em 2006, assumiu a bancada do Jornal da Band e passou a ser reconhecido como um dos mais importantes e combativos âncoras da televisão brasileira.

“Maior jornalista do País por sua coragem, a forma de combater a corrupção, combater as injustiças, era uma das grandes referências da história do jornalismo brasileiro”, afirmou Datena.

“Eu confio muito nos desígnios de Deus, mas num momento desses perguntamos se era essa a forma de terminar sua vida.”

O veterano da Band, que era amigo pessoal de Boechat, contou como o jornalista era atrás das câmeras.

“Não era só bem quisto por vocês (telespectadores), era amado pelas pessoas aqui, internamente. Eu, que não sou um cara de fazer muitas amizades, admirava a forma que ele tratava as pessoas, todo mundo igual.”

Ao final do boletim especial dentro do programa esportivo Os Donos da Bola, Datena voltou a se emocionar.

“Uma dor tão profunda que é difícil de explicar em palavras. Falei tanto a minha vida inteira, mas num momento desses não tenho muito o que dizer. É como se eu, nós, perdêssemos um ente querido. Era uma pessoa especial, ele era amado.”

Ao receber a transmissão de volta, Neto fez o ‘Pai Nosso’ ao lamentar a morte do companheiro de emissora.

No bloco inicial do Melhor da Tarde, Cátia Fonseca, em lágrimas, falou do lado humano de Ricardo Boechat e criticou quem deu a notícia antes da Band, “só pra sair na frente”.

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