Bazunga e Melodia divertem com comédia romântica estilo 'Shrek'
A bem-sucedida novela das 19h da Globo, I Love Paraisópolis, tem vários pares românticos. Entre os talentosos coadjuvantes, um casal ganha destaque: Bazunga e Melodia.
Ele é um autêntico ogro. Na função de capanga, faz cara de mau e impõe respeito (ou melhor, medo) por sua presença física avantajada.
Às vezes demonstra ter coração de manteiga e não disfarça o romantismo camuflado atrás da couraça de vilão. Costuma exagerar nos banhos de perfume e em flertes cafonas.
Ela se faz de donzela para disfarçar o instinto assanhado. Vaidosa, é uma perua assumida. Adora fofocar sobre a vida alheia e não engole desaforo dos desafetos. Sempre trabalhou como empregada doméstica, mas gosta de fingir ser a patroa.
Juntos, os dois personagens formam uma dupla carismática. Apesar de ter poucas cenas, conseguem divertir com uma paixão tão improvável quanto corriqueira. Afinal, os opostos quase sempre se atraem — e resultam numa mistura divertida.
Em uma cena recente, numa padaria, Bazunga prometeu dar 'casa, comida, roupa lavada e passada'. Interesseira, Melodia se animou com a possibilidade de ter vida de madame.
O blefe do ogrão durou pouco. O cartão dele foi recusado. Não deu nem pra pagar o cafezinho que ela tomou.
O mérito do sucesso dos personagens é dos atores Marcio Rosário e Olívia Araújo. Ambos são, na linguagem do meio artístico, 'ladrões de cena'.
A partir de pequenos papéis, com pouco texto e trama discreta, eles ampliaram espaço na novela e, aos poucos, estão conquistando a torcida do público. Diante das câmeras, mostram total entrosamento no timing de comédia.
Os dois atores são adeptos de um humor popular sem ser popularesco. O romance atrapalhado de Bazunga e Melodia lembra relacionamentos igualmente rocambolescos, como o de Mike e Molly na série de TV homônima, e o de Homer e Marge, em Os Simpsons.
Impossível não associá-los também com Shrek e Fiona, da franquia milionária de animação. De um modo bem peculiar, Bazunga e Melodia constroem seu conto de fadas entre as vielas de Paraisópolis.
Porém, ao invés da doçura aguada dos romances tradicionais de novela, essa paixão é temperada com doses generosas de malícia e bom humor. Dois ingredientes bastante apreciados pelo público da faixa das 7 da noite.
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