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Aos 31, Bruna Ximenes sente pressão da ditadura da juventude

Atriz da novela ‘Carinha de Anjo’ integra peça que discute os dilemas das balzaquianas

10 ago 2017
17h21
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Em 1842, o francês Honoré de Balzac publicou o romance ‘La Femme de Trente Ans’ (A Mulher de Trinta Anos). Naquela época, três décadas representavam um estágio avançado da vida. Para uma mulher, era o ápice da feminilidade e o prenúncio do começo do envelhecimento.

Bruna Ximenes acha que o avanço do tempo parece mais acelerado
Bruna Ximenes acha que o avanço do tempo parece mais acelerado
Foto: Divulgação

A obra mexeu tanto com a sociedade que o termo ‘balzaquiana’, criado a partir do sobrenome do escritor, virou sinônimo desta fase da existência feminina – considerada essencial especialmente no encaminhamento da vida amorosa.

A comédia #BoraBalzaquiar, de Nina Ximenes e direção de Paulo Goulart Filho, aborda questões inerentes às ‘trintonas’. 

Vanessa, Mariana e Bruna: as dores e delícias de entrar na casa dos 30 anos
Vanessa, Mariana e Bruna: as dores e delícias de entrar na casa dos 30 anos
Foto: Divulgação

No palco da Sala Irene Ravache, no Teatro Raposo, zona oeste de São Paulo, as atrizes Mariana Moraes, Vanessa Goulartt e Bruna Ximenes encarnam os dramas e as alegrias das mulheres nesta idade.

Em conversa com o blog, Bruna, que interpreta a Irmã Rita na novela ‘Carinha de Anjo’, do SBT, comenta a respeito da ditadura social que exige jovialidade eterna e outros assuntos discutidos no espetáculo.

Você tem 31 anos. Já sente pressão social em relação à idade? 

Sinto sim. Acho que talvez nem social, mas pessoal, de querer decidir logo algumas coisas do futuro profissional e pessoal.

Por ser atriz, há uma autocobrança pela aparência perfeita?

Com certeza, ainda mais quando nos vemos no vídeo... Acho que o mais importante é nos sentirmos bem. Claro que os tais ‘dois quilinhos a menos’ sempre ficam na cabeça... Mas não dá pra bitolar, senão não vivemos. E eu amo comer!

Pelo que a peça apresenta, qual o melhor e o pior de ser uma balzaquiana?

O melhor de ser balzaquiana é a experiência que vem com a idade. Nessa fase nos sentimos muito responsáveis por nós mesmos, o que traz liberdade. O lado negativo que é o da cobrança, de algumas dúvidas... O espetáculo #BoraBalzaquiar me ajudou a ter esse olhar de fora para melhorar minha autoavaliação e passar pelas crises com mais leveza.

Como pretende enfrentar o avanço da idade e, futuramente, o envelhecimento?

A vantagem de ser atriz é que o envelhecimento é positivo: ficamos mais experientes e mais reconhecidos e respeitados. Faz parte da vida se acostumar com o passar dos anos, que cada vez parece mais acelerado.

Quais suas referências de atrizes mais experientes?

Nicette Bruno (84 anos, a dona Elza de ‘Pega Pega’) é uma mulher que admiro muito pelo talento, a delicadeza e a simplicidade. Laura Cardoso (89 anos, a dona Sinhá de ‘Sol Nascente’) também tive o prazer de ver no palco e é alguém que respeito pessoalmente e profissionalmente.
 

#BoraBalzaquiar - Teatro Raposo – Sextas às 21h45 - @borabalzaquiar

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