‘Avenida Brasil 2’ vai polemizar com tema urgente que poderá incomodar o próximo presidente, seja Lula ou Flávio
Autor João Emanuel Carneiro irá retomar a denúncia já feita em outras novelas sobre o poder crescente de organizações criminosas
Os milicianos cariocas serão os grandes vilões de ‘Avenida Brasil 2’. A estreia da continuação da novela está prevista para 25 de janeiro às 21h20, na Globo.
O ator Thomás Aquino, que recentemente interpretou um empresário ganancioso em ‘Coração Acelerado’, será Renan, integrante e um dos líderes do grupo criminoso que vai aterrorizar o Divino.
Seu bando armado representará as milícias reais que formam um estado paralelo na região metropolitana do Rio de Janeiro, desafiando a polícia, a Justiça e o Ministério Público.
A coluna apurou que Renan terá relação direta com a malvada Carminha (Adriana Esteves). Mas ainda não é possível afirmar se serão cúmplices ou inimigos.
Todo mundo em pânico
O tema da (in)segurança pública atravessa a atual campanha eleitoral e será um dos grandes desafios do próximo presidente do país, seja Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).
A exibição em horário nobre do prolongado terror da população com os milicianos pode pressionar os Poderes da República a tomar ações efetivas contra o problema.
Foi o que aconteceu, por exemplo, quando ‘Salve Jorge’ (2012) denunciou o tráfico internacional de pessoas que vitimava brasileiras e ‘A Força do Querer’ (2017) mostrou as entranhas das facções e do tráfico de drogas nas comunidades carentes do Rio. Políticos foram cobrados e se manifestaram.
Autor de ‘Avenida Brasil’ 1 e 2, João Emanuel Carneiro já abordou o lucro exorbitante do crime organizado e o descontrole da violência urbana em ‘A Regra do Jogo’, trama de 2015 que destacou também a relação promíscua entre homens públicos e facções criminosas.
Pelo visto, a próxima novela das 9 da Globo não será apenas entretenimento descartável, mas também o espelho de um Brasil amedrontado que pede socorro.
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