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Irmão de Huck declara voto e desabafa: “Sofri homofobia, fui humilhado, meu primeiro amor se matou”

Diretor de filmes com ex-presidente FHC e sobre o ex-presidente Bolsonaro, Fernando Grostein Andrade se coloca “contra o fascismo”

7 out 2026 - 09h42
(atualizado às 09h42)
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O cineasta Fernando Grostein Andrade, irmão do apresentador Luciano Huck, se manifestou em uma rede social a respeito da disputa de 2º turno na eleição presidencial.

Na introdução do vídeo, ele, que é gay declarado, revelou que ter nascido em uma família de classe média alta não o livrou do preconceito. 

“Eu cresci num ambiente de muita homofobia. Fui humilhado diversas vezes na minha vida. Perdi o meu primeiro amor, que se matou. (...) “Reconstruí a minha vida a partir de muito afeto, carinho e amor”, disse.

“Respeitar os outros pelas características que a pessoa nasceu, coisas que ela não escolheu, de onde ela veio, é uma coisa fundamental. Ficar diminuindo, zombando e zoando outras pessoas por serem diferentes não é uma coisa legal, independentemente de qualquer filiação política que você tenha.”

Grostein ressaltou que a democracia se baseia na convivência de pessoas muito diferentes entre si. “É por isso que é importante votar no Lula, independente de você gostar ou não gostar dele. Eu admiro muitas coisas nele, tenho críticas a ele.”

O artista disse condenar a prática de uso de dinheiro público pelo bloco político chamado centrão e jornalistas que propagam notícias de forma seletiva. “Eu acho importante defender a democracia e combater o fascismo.”

O cineasta Fernando Grostein Andrade, que se declara eleitor de Lula, com o irmão, o apresentador Luciano Huck, visto à direita no espectro político
O cineasta Fernando Grostein Andrade, que se declara eleitor de Lula, com o irmão, o apresentador Luciano Huck, visto à direita no espectro político
Foto: Reprodução

Graduado em Administração na FGV e com especialização em liderança em Harvard, Fernando lembrou que, além de cineasta, também é empresário e pensa na economia.

Criou empresas ligadas ao entretenimento, como o canal de YouTube Desimpedidos, vendido posteriormente por R$ 60 milhões.

Seus filmes têm forte teor social. Lançado em 2011, ‘Quebrando o Tabu’, com a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, discute a descriminalização das drogas.

Sete anos depois, realizou ‘Abe’, produção norte-americana a respeito de um garoto dividido entre os lados palestino e israelense da família.

Em ‘Quebrando Mitos’, de 2018, Grostein discute o impacto das políticas do presidente Jair Bolsonaro, principalmente na comunidade LGBT, da qual ele faz parte.

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