‘A Fazenda 18’ se torna um programa difícil de assistir pelo clima de infelicidade entre os participantes
Reality show da Record reuniu pessoas que parecem odiar a experiência do confinamento diante das câmeras
Acompanhar ‘A Fazenda 18’ se tornou uma tarefa, às vezes, desagradável. Há um excesso de agressividade e uma carência de alívio cômico.
A impressão é de que, lá dentro, todos estão infelizes — e esse sentimento parece atravessar a tela e atingir o público.
O telespectador do reality show da Record quer ver confusão, mas também gosta de piadas, autoironia, gafes e trapalhadas. Situações quase inexistentes nesta edição.
A maioria dos participantes se apresenta sempre de mau humor, hostil ou apática, com discurso vitimista, requentando assuntos velhos, gerando um clima pesado.
Falta a irreverência de uma Jojo Todynho, um Rico Melquíades, um Dudu Camargo. Não por acaso, eles se tornaram campeões.
O país já vive uma tensão excessiva. As pessoas ligam a TV em busca de escapismo, para fugir da realidade sufocante. Aí se deparam com um programa capaz de deprimir ao invés de descontrair.
Houve, sem dúvida, erros de escalação do elenco. Há competidores absolutamente desinteressantes, sem nada a contribuir para a dinâmica. Apenas ocupam espaço.
Enquanto outros oscilam entre a tentativa de interpretar um personagem e a adaptação da própria personalidade ao jogo para sobreviver. Ausência de autenticidade.
Talvez esse início decepcionante explique, em parte, a audiência baixa. ‘A Fazenda 18’ marcou nos primeiros 21 dias média de 4,6 pontos ante 5,7 pontos de igual período da temporada anterior.
Mas ainda há tempo de a produção agir para salvar o reality show.
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