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Atriz de 'Geração Brasil' comemora independência na carreira

26 jun 2014 - 15h50
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<p>Com quase 30 anos de carreira, Juliana Martins se divide entre a TV e o teatro</p>
Com quase 30 anos de carreira, Juliana Martins se divide entre a TV e o teatro
Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

Aos 40 anos, Juliana Martins tem rosto de menina. Mas os quase 30 anos de carreira não disfarçam a maturidade com que ela lida com a profissão. Atualmente no ar como a jornalista Jojô de Geração Brasil, Juliana é do tipo que não "espera sentada" por um convite de trabalho. Por isso, não chegou a ser um problema ficar um tempo sem fazer novela.

Desde que se viu sem contrato com a Globo – onde estreou em A Gata Comeu, em 1985, e atuou em tramas como Riacho Doce, de 1990, e Coração de Estudante, de 2002 –, resolveu, há 10 anos, abrir a própria produtora de teatro. Além de conquistar a independência financeira, ela tem autonomia para escolher os projetos com os quais quer se envolver. "Acho que esse foi um momento bem decisivo com relação a continuar na carreira. Até então eu estava com contrato longo, contracheque, era uma outra vida. Resolvi seguir na carreira", recorda.

Aos poucos, a televisão foi se tornando mais uma fonte de trabalho e não a principal. Entre uma temporada e outra viajando com o espetáculo Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor, Juliana faz algumas participações. Além de Geração Brasil, a atriz está no ar em Questão de Família, série do GNT. Um pouco antes, também atuou em Copa Hotel, do mesmo canal a cabo. O crescimento de produções de ficção em canais fechados, por conta da lei da TV paga, é visto com animação pela atriz. "Acho ótimo esse 'boom' de séries. Que venha mais e que aumente o valor do investimento, inclusive", torce.

Terra - Em 2012, você participou de Cheias de Charme, escrita por Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, mesmos autores de Geração Brasil. Foi esse primeiro contato que possibilitou sua entrada na atual trama das sete?

Acho que sim. A Izabel de Oliveira foi minha vizinha durante 20 anos, somos muito amigas. Aí, eu fiz uma participação em Cheias de Charme por convite dela e Geração Brasil também foi convite dela. A Jojô é uma amiga da Verônica (Taís Araújo), nada além. Escuta a Verônica, "põe pilha" nela.... Eu não faço a novela toda, saio no capítulo 60. Minha personagem vai fazer uma reportagem, acaba indo morar fora do Brasil e a Verônica pega o lugar dela na Parker TV. É dessa maneira que ela sai da novela.

Terra - Que preparação você fez para compor uma jornalista?

Eu já tinha feito faculdade de Comunicação Social e comecei a prestar atenção nas reportagens que via nos telejornais. Em vez de só ouvir a notícia, passei a reparar na postura dos repórteres. Foi basicamente isso. Agora, minhas aulas de tevê em Comunicação estão servindo para alguma coisa. Porque não cheguei a exercer. Fiz a faculdade para ter um curso superior.

Terra - Você começou cedo como atriz na televisão, aos 11 anos. Mas, depois que protagonizou a primeira temporada de Malhação, seus trabalhos seguintes foram menos expressivos. A que credita isso?

Quando eu fiz Malhação, foi uma excelente personagem. Logo depois, eu casei e tive filho. Não que uma coisa impeça a outra, mas a minha atenção virou para outra coisa. Eu continuei trabalhando, fiz uma novela ali, outra aqui, mas não foi tão forte e tão legal quanto Malhação e quanto talvez eu esperava que fosse. Eu me voltei para outro lado da minha vida. Mas isso não foi uma questão para mim. E acredito que, de alguma maneira, refletiu na minha vida profissional.

Terra - Nos últimos anos, sua presença em folhetins tem sido esporádica. Sentia falta de atuar em uma novela durante um tempo maior?

Sentia. Eu gosto de trabalhar em televisão. Fui muito feliz nessas séries do GNT, vieram em um momento muito legal. Estava com saudade, estava com muita vontade de fazer, mas também sem um drama. Todo mundo me fala muito assim: "Você ficou afastada da tevê". É, mas a minha vida tomou esse rumo. Fui fazer teatro. Eu tinha feito muita televisão, depois fiz muito teatro. Eu sou feliz, sou apaixonada por viajar com teatro. Eu viajo com a peça Eu Te Amo há 3 anos. Já fui para muitos lugares do Brasil. Se não fui, ainda vou.

Terra - Em 2015, você completa 30 anos de carreira. Ao longo desse tempo, como lidou com os altos e baixos da profissão?

Outro dia, dei uma entrevista e perguntaram qual era o meu sonho. Falei: "Um contracheque". Você tem de ter não só talento, mas vocação para essa carreira. Você faz um trabalho, ganha um dinheiro legal e precisa guardar porque vai ter de durar um tempo. Minha mãe, por exemplo, é funcionária pública, ela não conseguiria viver dessa maneira. O prazer que eu tenho de trabalhar no que gosto me faz conseguir viver assim. Eu poderia não ter essa personalidade, poderia precisar de um contracheque e teria de escolher outra profissão. Acho que faz parte da vocação mesmo você viver as entressafras, guardar dinheiro, ter projetos. Hoje em dia, eu tendo a minha produtora, as entressafras são bem pequenas. Acho que todo ator tem de produzir teatro.

Fonte: Terra
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