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Ator de História de Amor tentou ser governador do Rio de Janeiro

No ar na reprise de História de Amor, Milton Gonçalves foi um dos grandes nomes da teledramaturgia brasileira e tentou carreira política em 1994

27 fev 2025 - 07h35
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Cena de História de Amor
Cena de História de Amor
Foto: Reprodução/Globo / Caras Brasil

O ator Milton Gonçalves, que está no ar na Globo como o Padre na reprise de História de Amor, morreu em 2022, aos 88 anos, em decorrência de um AVC sofrido em 2020. Dono de diversos papéis de sucesso e um dos grandes ícones da teledramaturgia brasileira, Milton tentou ser governador do Rio de Janeiro em 1994. Relembre a trajetória do artista.

Grande nome da TV brasileira

Nascido em 9 de dezembro de 1933, em Monte Santo, Minas Gerais, Milton Gonçalves marcou gerações com seu talento e versatilidade. O ator iniciou sua carreira no teatro e rapidamente se tornou um dos principais nomes da televisão brasileira. Sua entrada na TV Globo ocorreu ainda nos anos 1960, como parte do primeiro elenco fixo da emissora. A partir dali, consolidou-se como um dos atores mais respeitados do país, com papéis marcantes em novelas e minisséries.

Ao longo de sua trajetória, Milton esteve presente em algumas das produções mais icônicas da teledramaturgia nacional: brilhou como o inesquecível Zelão das Asas em O Bem-Amado e como o psiquiatra Dr. Percival na primeira versão de Pecado Capital, um dos primeiros papéis de destaque para um ator negro no horário nobre da Globo.

Sua atuação na TV sempre foi acompanhada por um forte engajamento social, buscando abrir portas para a representatividade negra no audiovisual brasileiro.

Tentativa na política

O engajamento de Milton Gonçalves não se limitou às telas. Militante do movimento negro e defensor de causas sociais, ele decidiu levar sua luta para a política. Em 1994, candidatou-se ao governo do estado do Rio de Janeiro pelo PMDB, tentando se tornar o primeiro governador negro do estado. Sua candidatura foi simbólica, pois representava uma tentativa de romper barreiras e trazer maior representatividade para a população negra na política brasileira.

Apesar de não conquistar o cargo, sua candidatura foi vista como um marco na luta pela igualdade racial no Brasil. Em 1993, ele também participou do plebiscito sobre o sistema de governo no país, sendo um dos rostos da campanha presidencialista ao lado de Joana Fomm (85).

Bastidores da TV

Além de atuar, Milton também se destacou na direção, tornando-se um dos primeiros atores negros a dirigir uma novela na TV Globo. Sua primeira experiência aconteceu em Irmãos Coragem, de Janete Clair (1925-1983). Inicialmente, ele era assistente de direção, mas acabou assumindo a novela em um momento crucial. "O Daniel Filho me entregou a novela e disse: 'Agora é com você'. Fiquei nervoso, mas aceitei o desafio", relembrou em entrevista ao Projeto Memória Globo.

A partir daí, sua influência nos bastidores da emissora cresceu. Ele dirigiu os primeiros capítulos da versão original de Selva de Pedra e teve papel fundamental na produção da primeira versão de Escrava Isaura, um dos maiores sucessos da história da TV brasileira. Nos anos seguintes, Milton também trabalhou em minisséries de grande impacto, como Agosto e Chiquinha Gonzaga, sempre deixando sua marca na dramaturgia nacional.

O artista faleceu em 30 de maio de 2022, aos 88 anos, devido a complicações de um AVC sofrido em 2020. Sua morte foi amplamente lamentada no meio artístico e político, com homenagens de colegas de profissão e público. O Flamengo, clube do qual Milton era torcedor apaixonado e chegou a ser vice-presidente honorário, também prestou tributo ao ator.

Milton em sua última novela, O Tempo Não Para - Reprodução/Globo
Milton em sua última novela, O Tempo Não Para - Reprodução/Globo
Foto: Caras Brasil
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