As piores falhas que fazem um apresentador de telejornal perder a paciência ao vivo
Problemas técnicos ou comunicação ruim com a equipe tiram a segurança de quem dá a cara a tapa ao vivo na TV
No ‘Jornal das 10’, da GloboNews, Aline Midlej reclamou no ar da “bagunça”.
A âncora se sentiu mal-orientada pela equipe.
Não sabia se continuava a conversar com uma repórter, chamava um VT (matéria gravada) ou ia para o intervalo.
Não foi um chilique, e sim um pedido de respeito e uma atitude de autopreservação.
Ela é quem está com o rosto na TV. Fica superexposta quando ocorrem erros.
Na mesma GloboNews, Christiane Pelajo protagonizou um momento igualmente tenso em 2016.
Ficou revoltada com problemas no áudio. “Estou em voo cego”, reclamou.
Sem receber indicação do que aconteceria, ela saiu do estúdio. “Sem a menor condição.”
Em junho deste ano, no SBT News, Amanda Klein se viu obrigada a gesticular e depois verbalizar sua irritação com o descompasso no texto que estava lendo.
A coluna aponta os piores erros que podem irritar (e derrubar) um âncora.
Falha no TP - O teleprompter é um aparelho acoplado à câmera, onde aparece o texto a ser lido.
Um erro manual no controle da velocidade pode deixá-lo mais rápido ou mais lento, prejudicando a fluidez da leitura.
Outras possibilidades: o texto ‘sumir’ de repente ou colocarem uma pauta errada.
Ruído ou silêncio no ponto eletrônico - O ponto é aquele aparelho usado no ouvido, onde o jornalista recebe as orientações da sala de controle (o switcher).
Podem ocorrer diferentes imprevistos: não chegar áudio algum; som com alto ruído dificultando a compreensão; vozes sobrepostas (causando confusão mental); ouvir a própria voz com atraso (outro motivo para perda de concentração).
Ser deixado no ‘vácuo’ - O apresentador precisa ser rapidamente informado sobre qualquer mudança no roteiro ou defeito técnico.
Quando não acontece, fica sem saber como agir e transmite uma indesejável insegurança.
Exemplos de situações: chamar uma matéria que ainda não está ‘no ponto’ de ser exibida; receber o nome errado de repórter ou do entrevistado com quem vai interagir; não ser avisado de que a imagem ‘ao vivo’ voltou antes do previsto por alguma falha; ficar diante das câmeras sem indicação do que deve fazer.
O ambiente num estúdio de telejornal é sensível.
Qualquer mínima interferência pode afetar o desempenho do âncora e causar o que mais precisa ser evitado: tirar a atenção das notícias.
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