A psicologia chegou à conclusão de que as pessoas com idades entre 55 e 75 anos têm maior tolerância ao silêncio em comparação com as gerações mais jovens
Aos 58 anos, Julia Roberts parece confortável longe do excesso de exposição. Veja o que a psicologia explica sobre o silêncio para sua geração.
Estudos psicológicos revelam que pessoas entre 55 e 75 anos toleram melhor o silêncio do que as gerações mais jovens. Essa diferença ocorre porque quem cresceu entre as décadas de 1950 e 1970 não foi exposto a smartphones, redes sociais e excesso de telas. Como o sistema nervoso adapta seus níveis de estímulo durante a infância, essa faixa etária desenvolveu maior capacidade de lidar com a ausência de ruídos e notificações, encarando a quietude de forma mais natural e benéfica.
Para muitos, o silêncio é visto como solidão ou a falta de alguma coisa, já para a psicologia é muito mais benéfico. Estudos apontam que pessoas que hoje estão na faixa dos 55 aos 75 anos podem ter uma relação diferente com a ausência de estímulos quando comparadas às gerações que cresceram cercadas por telas, notificações e redes sociais.
Isso não significa que toda pessoa dessa faixa etária goste de silêncio ou que os mais jovens sejam necessariamente mais inquietos. A explicação passa também pelo ambiente em que cada geração foi criada.
Quem nasceu entre as décadas de 1950 e 1970 viveu a infância em uma realidade que não havia smartphones, internet, redes sociais ou um fluxo ininterrupto de vídeos, mensagens e informações.
Um bom exemplo é Julia Roberts. Aos 58 anos, a atriz americana, nascida em 28 de outubro de 1967, continua sendo uma das estrelas mais conhecidas de Hollywood, mas construiu uma imagem pública marcada pela discrição.
Longe dos holofotes, Julia preserva a vida pessoal, é casada há mais de duas décadas com o diretor de fotografia Daniel Moder e é mãe de três filhos. Nas telas, entretanto, sua personalidade expansiva ganha outra dimensão.
Para a psicologia, a relação com o silêncio pode ser entendida também pela forma como o sistema nervoso se adapta ao ambiente. Durante a infância, o cérebro aprende quais níveis de estímulo são habituais.
Uma pessoa que cresceu em uma casa sem televisão ligada o dia inteiro, sem celular vibrando e sem notificações constantes ...
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