A mocinha chorona ficou para trás: Adriana prova em 'Quem Ama Cuida' que heroína moderna não abaixa a cabeça para ninguém nem na cadeia
Escalação de Letícia Colin prova que Globo investe em novo tipo de heroína em suas novelas; entenda
Há quase um mês no ar, 'Quem Ama Cuida' é uma verdadeira prova de que Letícia Colin merecia uma mocinha no horário nobre. Após a recusa de Camila Queiroz para o papel da fisioterapeuta, Colin aceitou prontamente encarar o maior desafio de sua carreira. Nós, da imprensa, e o grande público, só podemos agradecer por tê-la na lista das heroínas modernas.
Durante décadas, a teledramaturgia brasileira acostumou o público a um determinado modelo de mocinha. Era aquela mulher boa, correta, sofrida e quase sempre passiva diante das injustiças - Regina Duarte interpretou inúmeras delas entre as décadas de 70 e 2000.
Ela chorava muito, era vítima das circunstâncias e, na maior parte das vezes, esperava que o destino ou algum herói resolvesse seus problemas. Em 'Quem Ama Cuida', Leticia Colin mostra que esse modelo ficou para trás.
Adriana representa uma nova geração de protagonistas, vindo a sequência de Sophie Charlotte em 'Três Graças'. Ela continua sendo uma mulher sensível, generosa e capaz de amar profundamente, mas isso não significa fraqueza.
Ao longo da trama, Adriana já teve motivos de sobra para desabar. Ela enfrentou a perda de Carlos (Jesuíta Barbosa), o marido que morreu na enchente, carregando um luto que marcou profundamente sua trajetória.
Depois, viu Arthur Brandão (Antonio Fagundes), que se tornou um grande amigo e parceiro, ser assassinado. Ela também foi alvo constante da rejeição e do preconceito de pessoas que nunca fizeram questão de esconder que não a queriam por ...
Matérias relacionadas
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.