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"A gente não usa maquiagem", diz atriz de 'Boogie Oogie'

Thaís de Campos, que vive Célia na trama, conta sobre a primeira novela que participa do começo ao fim

23 out 2014 - 16h14
(atualizado em 23/10/2014 às 08h34)
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Foto: Jorge Rodrigues / Carta Z Notícias
A inquietação artística é uma das características mais marcantes em Thaís de Campos. Diretora, professora, produtora e atriz, a intérprete da Célia de Boogie Oogie não é do tipo que fica à mercê de convites para trabalhos. Tanto que, na última década, sua presença em novelas foi bissexta, mas Thaís não ficou à toa. Durante boa parte desse tempo, se dedicou à sua própria escola de televisão e cinema que montou em Portugal. Entre uma vinda e outra ao Brasil, fazia pequenas participações em séries e folhetins. Mas, desde que voltou de vez, a atual trama das seis é a primeira novela da qual a atriz participa do início ao fim. "Quando fui para Portugal, praticamente sumi daqui. Quando voltei que comecei a retomar a carreira de atriz porque eu faço muita coisa. Muitas vezes não estou no ar e as pessoas pensam que não estou fazendo nada, mas estou morrendo de trabalhar", assegura, aos risos.

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Foi a estadia de quase oito anos em Portugal, inclusive, que contribuiu para a entrada de Thaís em Boogie Oogie . Lá, ela conheceu o autor Rui Vilhena, que foi professor de roteiro em sua escola. "Fizemos alguns projetos para a SIC (emissora portuguesa) e, no Brasil, dirigi um curta dele, o Atrás da Porta. Depois, ele me chamou para fazer a novela e escreveu essa personagem para mim", explica.

Na trama, ambientada na década de 1970, Thaís interpreta uma mulher que trabalha na mesma agência de turismo que o marido e é a melhor amiga de Gilda, papel de Letícia Spiller. Para fugir do visual “cafona” da época, ela conta que as atrizes dispensam a maquiagem na hora da gravação. “É todo mundo de cara lavada. As mais velhas podem botar um creme hidratante com cor no rosto. Na boca, é hidratante, não pode nem botar rímel nos cílios. É uma loucura!”. Confira a entrevista a seguir.

Os anos 1970, período em que se passa Boogie Oogie , não são muito retratados em novelas. Como foi construir uma personagem inserida nesse contexto?

Thaís de Campos: Precisei estudar muito porque eu não tinha referência dos anos 1970 no Brasil. Eu vivi muito os anos 1980. Em 1978, eu estava chegando no Rio de Janeiro de Brasília e era muito jovem. Então, as minhas referências não eram algo que eu pudesse aproveitar para a Célia, que já é uma mulher madura e mãe. Estudei através de filmes da época para ver o comportamental, para desenvolver a postura, o gesto, a vibração da voz, saber como uma mulher dessa idade nessa época se comportaria. Além disso, na representação, o Ricardo Waddington (diretor de núcleo) trouxe o hipernaturalismo para não ter um tom a mais, já que o visual dos personagens é muito carregado. 

Mas, em compensação, a maquiagem do elenco é quase nula para uma época em que as mulheres usavam sombras e batons coloridos. É para seguir essa mesma linha de raciocínio?

T.C.: Sim. Quando eu entendi a cabeça do Ricardo, o admirei muito porque ele pegou uma época que tem um visual muito cafona, com aquelas coisas exageradas de lurex e oncinha, algo que pode chocar, e viu que, se o elenco estivesse muito maquiado, ia virar novela mexicana. Ele está trabalhando com uma câmara moderna, que é a 4K, que tem uma definição melhor que o HD. Então, a gente não usa maquiagem. É todo mundo de cara lavada. As mais velhas podem botar um creme hidratante com cor no rosto. Na boca, é hidratante, não pode nem botar rímel nos cílios. É uma loucura! (risos)

Depois de passar sete anos e meio em Portugal, como foi se readaptar ao mercado de trabalho no Brasil?

T.C.: Como sou uma pessoa muito ativa, eu faço as coisas. Mas, naquilo que dependo de outras pessoas, é mais difícil. Ainda mais quando você fica muito tempo sem trabalhar como atriz e volta. Durante dois anos em que eu já estava morando no Rio, as pessoas ainda pensavam que eu estava em Portugal. Demorou até cair a ficha de todo mundo, até saberem que eu poderia ser uma parceira para um projeto, que eu poderia fazer um filme ou uma novela.

O fato de você exercer outras funções por trás das câmaras influencia no seu trabalho como atriz?

T.C.: Influencia muito. Eu me seguro na hora em que estou representando, procuro desligar um pouco porque meu olho está sempre aberto para tudo o que está acontecendo ao meu redor. Isso me atrapalha. Por um lado, é positivo, melhorou o resultado final do meu trabalho. Mas, às vezes, tenho de ficar me policiando porque eu deveria não estar preocupada com esse todo, principalmente na hora do "ação ", quando tenho de esquecer meu lado diretora e virar só a personagem. E é uma briga comigo para que isso aconteça.

O canal Viva está exibindo A Viagem, novela em que você viveu Andrezza. Que lembranças guarda da época?

T.C.: Foi uma novela maravilhosa. Marcou muito porque mexe com a minha formação, minha família toda é espírita. E a personagem era ótima, fiz a composição de uma mulher enjoadinha, chata, com um sotaque insuportável. Eu sempre falo que a escrita é que interessa, que é a base de um bom trabalho, coisa que A Viagem tinha. E acho que Boogie Oogie também tem um texto muito bom.

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Fonte: TV Press
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