Rafael Vitti diz que vive fase de ousadia em Dona de Mim: 'Mais seguro'
Ator celebra seu sétimo trabalho na TV Globo, fala sobre a leveza do mulherengo Davi e revela troca criativa com Tatá Werneck
Em Dona de Mim, Rafael Vitti dá vida a Davi, um mulherengo bem-humorado que traz leveza para a trama. Em sua sétima novela, o ator revela que está mais seguro para ousar, se divertir e experimentar. Em entrevista, comenta como Tatá Werneck contribui com ideias, reflete sobre o arco emocional do personagem, elogia o elenco e ainda fala sobre o interesse artístico da filha, Clara.
Como descreve o Davi?
"Davi se sente dono de si, mas precisa de uma bebidinha, estar acompanhado de interesseiros, ele se apoia muito nas relações superfícies que tem. Só que ele é um personagem solar e divertido, tem a função de trazer humor porque é muito cara de pau. Nos últimos papéis que fiz, estava ao lado dos heróis e o Davi é muito anti-herói, mas não é vilão. Ele se nega muito, não se conhece. Até porque a família não está em sintonia, não há uma coesão, é cada um vivendo ao seu modo. Todo mundo se sente sozinho naquela casa. Está sendo um prazer fazer o Davi."
Você disse que está se permitindo mais nesse trabalho. Como é isso?
"Acho que depois de ter feito algumas novelas, a gente se sente às vezes um pouco mais seguro para ousar, brincar, experimentar coisas que no começo a gente fica pensando: 'Será que eu posso fazer isso? Será que posso propor isso?'. Então é um personagem que está me permitindo ser bem ousado e eu estou indo sem medo. Estou buscando me divertir, porque o personagem tem uma energia lá em cima, ele é bem divertido, apesar de ter seus defeitos, ele tem suas qualidades também."
Estar cercado por uma equipe como essa também ajuda, não é mesmo?
"Claro! Está sendo um prazer enorme trabalhar com a Suely Franco, com a Claudia Abreu, com o Juan Paiva, que sou muito fã desde a primeira vez que o vi na televisão. Poder conviver com seu Tony Ramos foi muito prazeroso, um presente mesmo. E é uma novela da Rosane Svartman, que foi a minha primeira autora, que escreveu Malhação Sonhos, um trabalho que está no coração de tanta gente, no meu, inclusive. Então poder dez, quase 11 anos depois, estar aqui fazendo um personagem dela também me deixa muito feliz. Direção do Allan Fiterman, que é um diretor com que eu estava há um tempo também querendo trabalhar. São belos parceiros, a equipe está com uma energia incrível."
O Davi tem um lado cômico e você tem uma humorista em casa. Pega dicas com a Tatá Werneck?
"De vez em quando pergunto, peço uma ideia do que pode ficar legal em determinada cena e ela sempre tem, porque ali é natural, ela vai pensando e já vai vindo. A mente é muito rápida, principalmente para a comédia."
Apesar de ser um personagem leve, Davi se aliou ao pai biológico, Jaques (Marcello Novaes), o vilão da novela.
"O Davi é supercarente de afeto e atenção, era principalmente por parte do pai, Abel [Tony Ramos]. Isso acaba fazendo com que ele tome atitudes equivocadas e até infantis às vezes."
Sua filha, Clara, já demonstra interesse pelas artes? Acha que ela vai seguir os passos dos pais?
"Acho que as crianças todas têm uma veia artística, todas gostam de mexer o corpo, de dançar. A Clara ama pintar, fazer maquiagem. Quando ela vai ao set, ela também se interessa por tudo que está acontecendo, pelas pessoas se movimentando. Não sei, ela ainda é criança, tem muita vida pela frente, vamos ver o que ela vai gostar. Mas, sim, ela adora, não é tão tímida."
E ainda tem a pequena Elis Cabral...
"Elis é uma criança maravilhosa, supertalentosa. Atuar com ela é muito bom, as crianças têm um dom natural de interpretar que ajuda a gente também a lembrar de se divertir, que é o que estou fazendo todo dia com meu personagem. Ela está se divertindo, ela traz muita leveza, muita espontaneidade e é uma menina maravilhosa, de quem já virei fã."
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