Quem é Tamara Klink, a escritora que pediu para que os leitores não comprassem o seu próprio livro
Autora estimulou que as pessoas fizessem o objeto circular; após repercussão, ela se retratou e agradeceu as opiniões dos seguidores
A escritora Tamara Klink pediu que leitores compartilhem seu livro "Bom dia, Inverno" em vez de comprarem mais cópias, mas se retratou após a repercussão, destacando a importância da leitura e do apoio aos autores e editoras.
A escritora Tamara Klink protagonizou um episódio curioso nas redes sociais. Autora do livro 'Bom dia, Inverno', um dos mais lidos do país, ela fez um apelo para que as pessoas deixassem de comprar a obra.
"Já tem muitos livros 'Bom Dia, Inverno' circulando pelo Brasil todo e, se vocês puderem, se tiverem acesso a uma biblioteca, se tem pessoas da família, colegas, pessoas do trabalho. Faça esses livros circularem, é para isso que eles servem, para isso que existem", publicou.
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Para embasar o argumento, a autora afirmou que um livro deveria ser lido mais de uma vez e estimulou que as pessoas fizessem o objeto circular.
"É muito triste na vida de um livro acabar em uma biblioteca só e só ser lido uma vez. Tem um monte de papel, um monte de energia que foi gasta da natureza para esse livro existir. (...) O mais legal de qualquer livro ou de qualquer objeto é ele circular e cumprir sua função pelo máximo de tempo possível para ele fazer jus aos gastos de recursos e energia do planeta".
Diante da repercussão após a postagem, Klink resolveu se retratar, por entender que não havia avaliado outras possibilidades antes de fazer a declaração. "Errei em não ver outros pontos de vista. Precisamos de leitura. Precisamos de autores (...) Agradeço a cada um que faz a leitura ir mais longe. Defendo os livros, as editoras, os autores, as vendas, as bibliotecas, as livrarias e os sebos", observou.
Tamara Klink é filha do velejador Amyr Klink. Ela é natural de São Paulo e se tornou a mais jovem velejadora brasileira a atravessar o Oceano Atlântico, aos 23 anos. Em 'Bom dia, Inverno', ela detalha a preparação e o período em que viveu totalmente isolada em um pequeno veleiro preso no mar congelado do Ártico, na Groenlândia.
Além de navegadora, atua também como escritora e palestrante.
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