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Quatro obras de Antonello da Messina são roubadas na cidade natal do pintor renascentista

16 ago 2026 - 12h30
(atualizado em 17/8/2026 às 11h34)
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Quatro obras de ‌arte do pintor do século 15 Antonello da Messina foram roubadas durante a noite do Museu Regional de Messina, informou o ministro da Cultura da Itália neste domingo, expressando confiança na investigação policial.

O roubo priva Messina de partes da única obra ⁠remanescente do pintor renascentista que permaneceu em sua cidade natal, ‌além de uma pequena pintura adquirida pela Região da Sicília há duas décadas.

"Fiquei chocado e triste ao saber do ‌roubo", disse o ministro da Cultura, ‌Alessandro Giuli, em comunicado.

Os ladrões entraram no museu na ⁠noite de 15 de agosto, feriado nacional na Itália, segundo a imprensa italiana.

Um funcionário do museu contatado pela Reuters disse que não poderia fornecer nenhuma informação.

"Parecia cena de filme", disse Enzo Caruso, vereador responsável pela cultura, segundo o site do Corriere della ‌Sera.

Caruso afirmou que a compra de uma obra de Antonello ‌da Messina pelo Estado ⁠italiano por US$15 ⁠milhões no início deste ano pode ter colocado o museu de Messina ⁠na mira dos criminosos.

Os ‌ladrões levaram três dos ‌cinco painéis restantes que compunham um retábulo conhecido como Polittico di San Gregorio.

Originalmente composto por seis painéis e destinado a um mosteiro local que foi destruído pelo terremoto de ⁠Messina em 1908, o retábulo foi a única obra do pintor siciliano que nunca saiu de sua cidade natal.

Os ladrões levaram uma quarta obra de arte de uma vitrine segura: uma pequena pintura representando ‌a Virgem com o Menino e um monge franciscano.

A obra fazia parte da coleção Wilhelm Soldan e foi vendida pela ⁠Christie's à Região da Sicília em 2003, ano em que foi atribuída a Antonello da Messina.

Nascido por volta de 1430, Antonello da Messina formou-se em Nápoles, onde estudou as obras de artistas provençais e flamengos, cuja influência é evidente em seus trabalhos.

Ele retornou a Messina em 1457, onde trabalhou até 1474.

O roubo em Messina ocorreu depois que a polícia italiana recuperou, na sexta-feira, três pinturas dos mestres franceses Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir e Henri Matisse, que haviam sido roubadas de um museu perto da cidade de Parma, no norte do país, em março.

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