Jay Weinberg revela proibição que Slipknot impunha e o chateava
Baterista afirma ter sido impedido por contrato de fazer colaborações com outros artistas enquanto era parte da banda mascarada
A demissão de Jay Weinberg do Slipknot em 2023 deu início a uma grande "dança das cadeiras" do metal, com três bandas mudando de baterista entre si ao mesmo tempo. Dos males, o menor: enquanto isso, o músico se viu, pela primeira vez em dez anos, capaz de trabalhar com outras pessoas.
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Em entrevista ao canal de YouTube Loyal to the Craft (via Blabbermouth), o músico discutiu o single "Drown Fountain", uma colaboração com a dupla de rock alternativo canadense Softcult. No meio da conversa sobre a música, Weinberg revelou de passagem que era proibido por contrato de colaborar com outros artistas enquanto era parte do Slipknot.
O baterista não entrou em muitos detalhes sobre esse embargo e focou no impacto disso no seu processo criativo:
"Eu criava coisas e até colaborava com pessoas em privado, mas aí, sabendo lá no fundo da minha cabeça: 'ah, ninguém vai ouvir isso', é meio que... Embora eu estivesse super focado em um aspecto da minha vida criativa e feliz por isso, uma pequena parte do meu eu criativo estava morrendo, porque isso é algo que significa muito para mim."
https://www.youtube.com/watch?v=eJjQeSYdt1Q&pp=ygUXc29mdGN1bHQgZHJvd24gZm91bnRhaW4%3D
Além da colaboração com o Softcult, Weinberg já tem outros projetos alinhados. O músico foi anunciado em junho como o novo baterista do Fuming Mouth e contribuiu com o novo álbum da banda americana de death metal, The Ringing Bell (2026), lançado em julho.
https://www.youtube.com/watch?v=Uf6A3mrAow8
Dança das cadeiras
Jay Weinberg foi demitido do Slipknot em novembro de 2023 através de um telefonema do empresário. Os motivos para a decisão nunca ficaram muito claros, mas especula-se que a banda teria optado por sua dispensa porque ele quis fazer uma cirurgia para corrigir um problema físico do qual sofria desde pelo menos 2020.
Para o seu lugar, o Slipknot contratou o brasileiro Eloy Casagrande, então do Sepultura, que se preparava para a turnê de despedida da banda mineira. Seu substituto para esses shows foi Greyson Nekrutman, até então parte do Suicidal Tendencies. O grupo liderado por Mike Muir então fechou o círculo ao contratar Weinberg para ocupar a vaga na bateria.
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