Prestes a ser solto, Maníaco do Parque diz que mudará de nome e faz revelação
Maníaco do Parque pode ser solto até 2026
Francisco de Assis Pereira, conhecido em todo o Brasil como o Maníaco do Parque, revelou em entrevista à psicóloga forense luso-brasileira Simone Lopes Bravo que tem planos de adotar uma nova identidade assim que deixar a prisão. Condenado por uma série de crimes que abalaram o país nos anos 1990, ele deverá ser solto em 2028, quando se encerrará o período máximo de detenção previsto pela legislação da época: 30 anos. A informação foi divulgada pelo jornalista Ullisses Campbell, na coluna True Crime, do jornal O Globo.
Condenado a 280 anos de reclusão por violentar e matar nove mulheres na capital paulista, o ex-entregador de encomendas terá sua liberdade concedida sem passar por fases intermediárias do sistema penitenciário. Isso significa que ele deixará a prisão diretamente, sem passar por exames psicológicos que costumam avaliar o risco de reincidência.
Atualmente, Francisco de Assis Pereira está com excesso de peso e perdeu todos os dentes em razão de uma doença genética chamada amelogênese imperfeita. Ele vive isolado na cela 59 do Pavilhão 3 da Penitenciária de Iaras, no interior de São Paulo, em companhia de outros seis detentos também condenados por crimes sexuais.
Durante a conversa com a psicóloga, ele afirmou: "Sou um novo homem. Aquele Francisco não existe mais."
O contato entre os dois começou por meio de cartas, enviadas por Simone, que mora em Portugal e tinha como objetivo escrever um livro sobre o perfil psicológico de criminosos. Dos mais de dez detentos a quem ela escreveu, apenas Francisco respondeu. Para conseguir se encontrar com ele pessoalmente, Simone contratou uma advogada no Brasil, conseguiu autorização para ser cadastrada como "amiga" em seu registro e passou a fazer visitas regulares.
Francisco relatou ter passado por uma profunda transformação em 1999, quando se converteu ao evangelho ainda no presídio de Itaí, onde foi batizado. Desde então, afirma que pensamentos violentos não o perturbam mais. "Nunca mais voltaram." E diz manter sua rotina espiritual: "Até quando vou caminhar, estou meditando na palavra."
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