Parece série da Netflix, mas é vida real: em 1994, um britânico partiu para dar a volta ao mundo sem usar motores; 13 anos e um crocodilo de 4,5 metros depois, ele conseguiu
Jason Lewis percorreu 74.842 quilômetros a pé, de bicicleta, de caiaque e em um barco a pedal, circunavegando o globo e sobrevivendo a um ataque no norte da Austrália.
Em 1994, o britânico Jason Lewis iniciou a missão de dar a volta ao mundo sem motores ou velas, usando apenas propulsão humana. Reconhecido pelo Guinness World Records, ele completou a façanha solo em 2007, após 13 anos e quase 75 mil quilômetros percorridos a pé, de bicicleta, patins, caiaque e barco a pedal por cinco continentes e oceanos. Entre os grandes desafios da jornada, Lewis sobreviveu a momentos críticos, como o ataque de um crocodilo-de-água-salgada na Austrália.
Em 1994, dois aventureiros britânicos, Jason Lewis e Steve Smith, partiram de Greenwich com uma ideia aparentemente impossível: contornar o globo sem motores ou velas, impulsionados apenas por seus próprios corpos. Treze anos depois, Lewis completou a viagem solo, percorrendo, ao todo, 74.842 quilômetros.
O Guinness World Records o reconhece como a primeira pessoa a circunavegar a Terra sem motores ou velas: ele caminhou, pedalou e usou patins em linha por cinco continentes, e cruzou rios, mares e oceanos de caiaque, nadando, remando e em um barco a pedal.
Segundo o registro oficial, Lewis completou sua circunavegação do globo em 6 de outubro de 2007, após passar pelos pontos antípodas e ultrapassar a circunferência da Terra de 40.075 quilômetros. O pior momento da viagem ocorreu em 13 de maio de 2005, na Península do Cabo York, no norte da Austrália.
O ataque de crocodilo durante a viagem de volta ao mundo
Ao se aproximar da margem, Lewis relatou ter visto dois olhos e um focinho ameaçador deslizando atrás de seu caiaque. Ele sabia muito bem o que havia lá embaixo: aquelas águas são território de crocodilos-de-água-salgada.
Ele estava no seu limite: já havia remado cerca de 35 quilômetros em cinco horas e meia, e um vazamento na lona do casco de seu caiaque o obrigava a esvaziar a água o tempo todo. Em sua história publicada na revista Sidetracked sob o título "Ataque de Crocodilo", ele descreveu a experiência como o "horror primordial de ser caçado e considerado presa".
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