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O filme mais lucrativo de todos os tempos: a história de 'E o Vento Levou'

Um dos maiores fenômenos da história de Hollywood, "E o Vento Levou" (1939) permanece como o filme de maior bilheteria da história do cinema quando ajustado pela inflação. Saiba tudo sobre o marcante longa-metragem.

5 jan 2026 - 14h03
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Um dos maiores fenômenos da história de Hollywood, "E o Vento Levou" (1939) permanece como o filme de maior bilheteria da história do cinema quando ajustado pela inflação. Com lançamento no fim da década de 1930, o longa atravessou gerações, ganhou sucessivos relançamentos em cinema e TV e ainda hoje aparece como referência para medir o alcance de grandes produções. Afinal, seu impacto extrapola a bilheteria. Isso porque o título ajudou a consolidar o modelo do épico romântico hollywoodiano e redefiniu o padrão de grandiosidade em produções de estúdio.

A trama situa-se durante a Guerra Civil Americana (1861-1865) e o período da Reconstrução do Sul dos Estados Unidos. A narrativa acompanha a aristocracia sulista em declínio, retratando a transformação de um mundo baseado na economia escravista e no poder dos grandes latifúndios. Em meio a esse cenário de ruptura social e política, o filme mistura romance, conflito familiar e sobrevivência. Sempre tendo como eixo central a trajetória de uma jovem que se recusa a perder status e controle sobre o próprio destino.

Vivien Leigh, atriz britânica, interpretou Scarlett O’Hara com uma combinação de fragilidade aparente e determinação inflexível – Domínio Público/Wikimedia Commons
Vivien Leigh, atriz britânica, interpretou Scarlett O’Hara com uma combinação de fragilidade aparente e determinação inflexível – Domínio Público/Wikimedia Commons
Foto: Giro 10

Enredo de "E o Vento Levou" e sua ligação com a Guerra Civil

O enredo gira em torno de Scarlett O'Hara, filha de proprietários de terras na fazenda Tara, no estado da Geórgia. Apaixonada por Ashley Wilkes, um homem que representa o ideal de cavalheiro sulista, Scarlett se vê frustrada quando ele anuncia casamento com a prima Melanie Hamilton. A partir daí, a personagem é apresentada em diferentes fases da guerra e do pós-guerra, enfrentando perdas materiais, mortes na família e a ruína econômica do Sul. Ademais, a narrativa mostra batalhas, ocupação militar e a reconstrução das cidades, sempre filtradas pelo ponto de vista da elite branca sulista.

Paralelamente, surge Rhett Butler, figura cética e pragmática, que transita entre o contrabando, o oportunismo de guerra e o fascínio por Scarlett. Assim, a relação entre os dois cria um dos casais mais emblemáticos do cinema, marcada por atração, jogos de poder e inúmeras rupturas. Enquanto a guerra avança e o mundo de Tara desmorona, Scarlett usa todas as estratégias possíveis para preservar a propriedade e garantir riqueza, mesmo que isso signifique agir contra convenções sociais e interesses afetivos.

Quem foram os protagonistas de "E o Vento Levou"?

O elenco de "E o Vento Levou" ajudou a consolidar a imagem do filme na cultura popular. Vivien Leigh, atriz britânica, interpretou Scarlett O'Hara com uma combinação de fragilidade aparente e determinação inflexível. Sua atuação, repleta de nuances de orgulho, manipulação e resiliência, teve reconhecimento com o Oscar de Melhor Atriz. Já Clark Gable, no papel de Rhett Butler, incorporou o anti-herói charmoso, irônico e distante, cuja frase final no filme é uma das mais citadas da história do cinema.

Olivia de Havilland, como Melanie, ofereceu um contraponto à impetuosidade de Scarlett. Afinal, sua personagem representa lealdade, calma e compaixão, sustentando um tipo de força discreta que estabiliza muitos conflitos da trama. Já Leslie Howard, no papel de Ashley, dá vida a um homem preso a ideais passados, incapaz de se adaptar à nova realidade pós-guerra. O contraste entre essas figuras — a obstinação de Scarlett, o cinismo de Rhett, a doçura de Melanie e o idealismo de Ashley — sustenta a dinâmica dramática do filme.

Direção de Victor Fleming, produção grandiosa e Oscars

A direção principal teve a assinatura de Victor Fleming, ainda que o projeto tenha passado por outros cineastas ao longo da produção. O filme se destaca pelos cenários monumentais, como a representação de Atlanta em chamas, e pela recriação visual das plantações e mansões do sul escravista. Ademais, os figurinos, com vestidos volumosos, ternos de época e uniformes militares, construíram uma iconografia associada de imediato ao imaginário da Guerra Civil. Por fim, a trilha sonora, composta por Max Steiner, reforça o tom épico, com temas facilmente reconhecíveis décadas depois.

Na cerimônia do Oscar de 1940, a obra se tornou um marco ao conquistar oito estatuetas competitivas e dois prêmios especiais, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor (Victor Fleming) e Melhor Atriz (Vivien Leigh). A produção também entrou para a história com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Hattie McDaniel, a primeira artista negra a receber um Oscar, fato frequentemente lembrado em debates sobre representatividade e segregação na Hollywood clássica.

Por que "E o Vento Levou" é o filme de maior bilheteria ajustada pela inflação?

Quando se considera a bilheteria ajustada pela inflação, ou seja, a correção dos valores de ingresso ao longo das décadas, "E o Vento Levou" permanece no topo do ranking mundial. O resultado se explica por uma combinação de fatores:

  • Lançamento original em 1939 com forte campanha de divulgação.
  • Múltiplos relançamentos em cinema ao longo das décadas de 1940, 1950, 1960 e 1970.
  • Exibições especiais em datas comemorativas e retrospectivas de clássicos.
  • Ampla circulação em TV aberta, TV por assinatura, VHS, DVD, Blu-ray e streaming.

A soma de ingressos vendidos em diferentes gerações faz com que, mesmo comparado a sucessos modernos, o filme continue ocupando posição de destaque nos levantamentos econômicos do setor. Assim, a expressão "filme de maior bilheteria da história, quando ajustado pela inflação" se mantém como referência para avaliar a longevidade do título.

Quando se considera a bilheteria ajustada pela inflação, ou seja, a correção dos valores de ingresso ao longo das décadas, “E o Vento Levou” permanece no topo do ranking mundial – Domínio Público/Wikimedia Commons
Quando se considera a bilheteria ajustada pela inflação, ou seja, a correção dos valores de ingresso ao longo das décadas, “E o Vento Levou” permanece no topo do ranking mundial – Domínio Público/Wikimedia Commons
Foto: Giro 10

O que torna "E o Vento Levou" um marco do cinema até hoje?

A relevância de "E o Vento Levou" não se limita aos números. O longa é frequentemente citado em debates sobre linguagem cinematográfica, história do cinema clássico e representação social. Entre os elementos que ajudam a explicar esse status estão:

  1. Escala de produção: cenários gigantescos, elenco numeroso e uso pioneiro do Technicolor em grande espetáculo dramático.
  2. Narrativa de longo fôlego: quase quatro horas de duração, acompanhando transformações políticas, econômicas e afetivas.
  3. Personagem central complexa: Scarlett O'Hara foge do padrão de heroína passiva e assume postura estratégica diante da crise.
  4. Presença constante na cultura popular: releituras, referências em outras obras, estudos acadêmicos e discussões sobre sua visão de época.

A partir desses aspectos, o filme segue sendo objeto de análise histórica, estética e social. Em meio a mudanças de perspectiva sobre a Guerra Civil e o passado escravista dos Estados Unidos, "E o Vento Levou" continua aparecendo em ciclos de clássicos, listas de maiores bilheterias ajustadas e estudos sobre Hollywood da era de estúdio, preservando o título de um dos trabalhos mais emblemáticos da história do cinema.

Giro 10
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