Vereador de Londres quer impedir show de Marilyn Manson abrindo para Slipknot
Músico enfrentou acusações de estupro, agressão sexual e abuso psicológico nos últimos anos, mas casos foram arquivados; ele também se apresenta no Brasil em 2027
O vereador de Londres Anton Georgiou pediu o cancelamento do show de Marilyn Manson no Estádio de Wembley, onde abrirá para o Slipknot em 2027, devido às acusações de abuso e agressão sexual contra o cantor. O estádio informou que avalia a situação com a produção. Manson, que nega as denúncias e não foi condenado criminalmente, também gerou controvérsia ao ser escalado para o festival brasileiro The Town, cuja organização defendeu sua presença afirmando que não pode pré-condená-lo sem provas.
A inclusão de Marilyn Manson em eventos mundo afora, dentre eles a abertura para o Slipknot na Inglaterra, segue gerando controvérsia. Em Londres, o vereador Anton Georgiou, líder do grupo Liberal Democrata no conselho de Brent, iniciou uma mobilização para pedir o cancelamento da apresentação do cantor no Estádio de Wembley, agendada para 3 de julho de 2027.
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Em vídeo gravado em frente ao estádio na última quarta-feira, 14, Georgiou manifestou indignação com o anúncio de Manson como atração de abertura, citando as alegações de abuso e agressão sexual feitas contra o músico americano nos últimos anos.
O político enfatizou que a presença do cantor vai na contramão dos esforços do conselho local no combate à violência contra mulheres e meninas. O grupo Liberal Democrata pediu formalmente que Wembley revise a decisão e questionaram quais considerações foram feitas em relação às supostas vítimas.
Em resposta, o conselho de Brent declarou que não possui controle sobre a agenda de atrações, responsabilidade que cabe aos organizadores e ao próprio estádio. A administração de Wembley, por sua vez, informou que iniciou conversas com os produtores do evento a respeito do impacto da presença de Manson no evento (via Loudwire).
Acusações contra Marilyn Manson
O caso reflete um debate internacional mais amplo, que não está restrito a Londres. Desde 2021, Marilyn Manson enfrentou uma série de acusações de estupro, agressão sexual e abuso psicológico feitas por diversas mulheres, entre elas as atrizes Evan Rachel Wood e Esmé Bianco.
Manson negou todas as alegações, classificando-as como "distorções da realidade". Na esfera penal, investigações promovidas na Califórnia foram arquivadas em 2025 por falta de provas, e o artista não possui condenações criminais por crimes sexuais, embora ainda enfrente litígios civis.
Show no Brasil
Marilyn Manson também foi anunciado no lineup de outros grandes eventos, incluindo o festival brasileiro The Town. O músico foi escalado para tocar no Palco Skyline em 4 de setembro de 2027, na mesma noite do Slipknot, em São Paulo.
A confirmação também gerou críticas no Brasil. Zé Ricardo, vice-presidente artístico da produtora Rock World, que organiza o The Town e o Rock in Rio, defendeu a contratação afirmando que o festival não traria um artista condenado. Segundo o produtor, sem uma condenação formal ou provas judiciais, o evento não poderia "pré-condenar" um artista que está em turnê pel mundo.
Ele afirmou à Folha de S. Paulo no fim de setembro:
"É um cara que não foi condenado, não tem uma coisa provada. São histórias que absolutamente não fazem parte de nada do que a gente acredita, mas nesse momento ele é um artista que estará em turnê pelo mundo. A gente não pode pré-condenar uma pessoa sem prova."
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