Venere Vai Venus aposta em renovação estética do rock com álbum de estreia
Em conversa com a Rolling Stone Brasil, banda fala sobre a recepção de Divino, seu primeiro disco, e os planos para levar o trabalho pelo país
A banda paulista Venere Vai Venus celebra a repercussão de seu álbum de estreia, "Divino", projeto que aposta no cuidado estético e na intensidade emocional como renovação do rock brasileiro. Surpreso com a resposta calorosa do público nos shows, inclusive fora de seu estado de origem, o grupo planeja agora expandir a turnê pelo país para transformar o disco em uma experiência coletiva e viva nos palcos, antes de iniciar uma nova fase musical com sonoridades diferentes.
Para a Venere Vai Venus, Divino não representa apenas um disco de estreia. O álbum também marca uma declaração de intenções e, na visão da banda, aponta para uma nova possibilidade estética dentro do rock brasileiro.
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Em conversa com a Rolling Stone Brasil, o grupo celebrou a recepção do trabalho e refletiu sobre o cuidado que guiou a construção do projeto.
"Cada vez mais eu, pelo menos pessoalmente, enxergo o Divino como um primeiro trabalho muito bem consolidado e uma renovação estética do rock."
A banda acredita que o momento atual da indústria musical, especialmente após a pandemia, tornou ainda mais importante criar trabalhos guiados por intenção e cuidado.
"Tudo é feito sem alma, sem capricho, sem carinho. E o Divino foi um álbum que a gente fez com muito carinho, muito significado."
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Do estúdio para o público
A recepção do álbum também trouxe uma recompensa que vai além de números e reconhecimentos. Para a Venere Vai Venus, uma das experiências mais marcantes tem sido encontrar fãs que conhecem as músicas em cada detalhe durante os shows.
"A parte mais legal de tudo é a gente ver a galera cantando."
Vinda de São Paulo, a banda se surpreendeu ao perceber a dimensão que as canções ganharam fora de sua cidade. No Rio de Janeiro, por exemplo, encontrou um público que acompanhava letras, pausas e até os gritos presentes nas faixas.
"A gente vem aqui pro Rio tocar e tem gente que conhece as músicas, sabe cantar, sabe cada pausa que tem, cada grito que tem na música. Foi chocante pra gente ver. Foi incrível."
Sentimentos divinos
O próprio título do álbum ajuda a explicar o universo que a Venere Vai Venus buscou construir. Divino funciona como uma espécie de alegoria para sentimentos humanos levados à máxima intensidade, do amor à fúria, passando por desejo, ego, ciúmes e até alucinação.
Segundo a banda, a construção do projeto foi marcada por "muito esmero estético", atenção e verdade. Ainda assim, o grupo já antecipa que o próximo capítulo da carreira deve seguir por outros caminhos.
"Nossa próxima fase vai ser bem diferente do Divino, sonoramente falando."
Isso não significa, porém, que a era do álbum esteja perto do fim. A Venere Vai Venus quer expandir a experiência para além das plataformas digitais e levar o repertório para diferentes cidades do Brasil.
A Era do Divino continua
Com shows já integrados à chamada Era do Divino, a banda planeja ampliar a turnê e encontrar novos públicos pelo país. A intenção é simples: transformar as músicas em uma experiência coletiva.
"A gente quer expandir isso pro Brasil, tocar em outros estados as músicas do Divino, pras pessoas que ouviram esse álbum poder cantar ao vivo com a gente também."
Para a Venere Vai Venus, o destino natural do disco está no palco, e não apenas nos fones de ouvido.
"Pra isso que a gente fez: pras pessoas ouvirem isso ao vivo, saírem de casa e realmente irem pra um show de rock, não ficar só ouvindo no Spotify, e cantar o Divino ao vivo com a gente."
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