Grammy 2026: relatório indica que artistas femininas perderam espaço
Estudo reacende sobre representatividade feminina na maior premiação da música mundial
Um novo estudo divulgado pela empresa de pesquisa AKAS reacendeu o debate sobre representatividade feminina no Grammy 2026. A análise avaliou indicações e vitórias da edição mais recente da principal premiação da música internacional, examinando 270 categorias distribuídas em 95 áreas. Os dados apontam retração significativa na presença de mulheres entre os premiados.
De acordo com o levantamento, "A análise de 270 vitórias no Grammy em todas as 95 categorias em 2026 mostra uma queda drástica ano a ano para as mulheres". O documento detalha ainda: "Elas receberam apenas 23% de todos os Grammys este ano, o que representa 14 pontos percentuais a menos do que no ano passado (37%)." A comparação evidencia redução expressiva em relação ao ciclo anterior, reforçando a discussão sobre equilíbrio de gênero na indústria.
Grammy: "Para cada Grammy conquistado por uma mulher, os homens levaram quatro troféus na última década"
O estudo também analisou o volume de indicações. Em 2026, as mulheres representaram 24% das 1.370 nomeações ao Grammy. Embora o índice esteja acima dos 18% registrados em 2022 e 2023, houve recuo de quatro pontos percentuais em comparação aos 28% observados em 2025. Em perspectiva histórica, o relatório destaca: "Para cada Grammy conquistado por uma mulher, os homens levaram quatro troféus na última década", além de mencionar a sequência de 52 anos consecutivos de vitórias masculinas na categoria Produtor do Ano, Não Clássico.
Outro ponto abordado pelo levantamento trata da presença feminina em funções estratégicas da indústria musical. Segundo o documento, "A escassa proporção de indicações para mulheres é impulsionada por sua sub-representação estrutural em posições-chave como compositora, produtora, engenheira/mixer e engenheira de masterização". A constatação amplia o debate para além do palco, alcançando áreas técnicas e criativas que impactam diretamente o reconhecimento artístico.
A discussão não se limita ao relatório da AKAS. A Iniciativa de Inclusão Annenberg, vinculada à USC, publica análises periódicas sobre desempenho nas paradas da Billboard nos EUA, avaliando gênero, raça e etnia na indústria musical. Esses estudos acompanham tendências de visibilidade e participação ao longo dos anos.
Outra iniciativa relevante é a Fix The Mix, que em 2023 apresentou relatório focado na representatividade feminina na produção e engenharia de áudio. A análise utilizou dados de serviços de streaming, rankings comerciais e estatísticas do próprio Grammy, mapeando a presença de mulheres em áreas técnicas consideradas estratégicas para consolidação de carreiras.
Com base em números atuais e retrospectiva histórica, o relatório da AKAS amplia o debate sobre participação, reconhecimento e oportunidades femininas na principal premiação da música internacional. Os dados reforçam a atenção para indicadores que envolvem equilíbrio de gênero dentro da indústria do entretenimento.