Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Roger Waters mostra 'The Wall' com show impecável no Rio

30 mar 2012 - 23h10
(atualizado em 30/3/2012 às 12h27)
Compartilhar
Cirilo Junior
Direto de Rio de Janeiro

Já diz o velho ditado futebolístico que "em time que está ganhando não se mexe". E o cantor britânico Roger Waters, ex-Pink Floyd, parece segui-lo à risca. A segunda apresentação da turnê The Wall Live no Brasil, realizada na noite de terça-feira (29), no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, seguiu exatamente o mesmo script do show de estreia no País, no último domingo (25), em Porto Alegre. Desde o setlist até os discursos, Waters entregou ao público o mesmo espetáculo, agradando os que se deslocaram até o local, na zona norte da cidade.

Com meia hora de atraso, Waters subiu ao palco às 21h30 e, de cara, mostrou seus dois trunfos ao vivo: uma banda afiada tocando com perfeição os arranjos do clássico disco The Wall, de 1979, e um espetáculo visualmente impecável.

Logo na introdução, um show de pirotecnia, com cerca de mil fogos de artíficio, algo que geralmente é destinado às partes finais dos grandes eventos do gênero. E, em meio à construção do famoso muro e das projeções que prenderam a atenção do espectador, as músicas do clássico foram sendo executadas uma a uma, exatamente na ordem do disco.

Como já era esperado, devido à sua popularidade, a terceira canção, Another Brick in the Wall levantou o público no Engenhão. Assim como tem ocorrido durante toda a turnê na faixa, na qual o palco recebe crianças carentes, nela o cantor teve o apoio do coral de crianças da Escola de Música da Rocinha, localizada na Rocinha, maior favela do Rio de Janeiro.

Em seguida, Waters se dirigiu à plateia e, em português, repetiu o discurso feito no show de Porto Alegre. O músico falou sobre sua felicidade em estar na capital fluminense e dedicou o show ao brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado pela polícia de Londres em 2005, ao ser confundido com um terrorista.

"Em 1978, eu achava que o muro era sobre mim. Estava errado. Não é sobre mim, mas sobre Jean Charles e muitos outros que são vítimas de terrorismo de Estado em todo o mundo", discursou.

Em Mother, Waters deixou o baixo de lado e puxou o violão para a execução da balada. Nela, questionou a ação dos governos, deixando bem clara sua falta de confiança em todos eles - com um palavrão gigantesco projetado no muro.

A primeira parte do show se encerrou pouco mais de uma hora depois, com Goodbye Cruel World, música que finaliza o disco The Wall - ao mesmo tempo em que o muro foi fechado, separando totalmente a banda da plateia.

Após um intervalo de 20 minutos, Hey You reabriu o espetáculo, com o público apenas escutando a execução da canção, já que o muro erguido impedia a todos ter uma visão do palco. Aos poucos, Waters assumiu os trabalhos à frente da barreira, brincando com as projeções nela exibidas.

A plateia acompanhou anestesiada ao show visual, deixando a pista em um grande silencio, o que só foi mudar em Comfortably Numb, um dos amados sucessos do Pink Floyd. Desse ponto até a queda do muro em The Trial, a apresentação manteve o ritmo de entreter, sem, no entanto, emocionar. De saideira, Waters e os demais músicos tocaram a folk Outside the Wall, com direito a trompete e acordeão.

Waters segue agora para São Paulo, onde toca no Estádio do Morumbi, no próximo domingo (1) e na terça-feira (3). Para o bem ou para o mal, os fãs paulistas já sabem exatamente o que esperar dos shows.

Cantor britânico durante apresentação realizada no estádio do Engenhão, na zona norte carioca
Cantor britânico durante apresentação realizada no estádio do Engenhão, na zona norte carioca
Foto: Alex Palarea e Roberto Filho / AgNews

🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @centralsonora.

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra