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Prêmio Arcanjo premia Elza Soares, João Gordo, D2 e mais

Segunda edição do evento contou com importantes nomes da cultura brasileira

29 abr 2021
16h08 atualizado às 16h13
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D2, Coletivo Imune, Elza Soares, Kunumi MC, Angela Ro Ro e João Gordo
D2, Coletivo Imune, Elza Soares, Kunumi MC, Angela Ro Ro e João Gordo
Foto: Divulgação

O ano de 2020 não foi fácil para as artes brasileiras. Com olhar plural e democrático, a segunda edição do Prêmio Arcanjo de Cultura destacou artistas, que mesmo diante das dificuldades causadas pela pandemia da Covid-19, conseguiram levar entretenimento ao público.

Como jurada da categoria Música, pude escolher artistas que foram além da arte e tiveram olhar aos mais necessitados  nesse momento tão complicado vivido pelo Brasil.

Fundador do Ratos de Porao, João Gordo completa 40 anos de banda e, em 2020, se viu na necessidade de oferecer algo a mais além da música. Ele e a esposa Vivi Torrico criaram o projeto Solidariedade Vegan, que leva marmitas aos que vivem em situação de rua. A causa indígena e a luta pela demarcação de terras defendida pelo rapper Kunumi MC também foi premiada neste ano. Para fechar a lista, o Coletivo Imune de Belo Horizonte que mostrou a potência e a luta antirracista por meio da arte e Marcelo D2, que além do belo álbum "Assim Tocam Meus Tambores", de maneira corajosa se posicionou politicamente durante todo o período de isolamento.

A 2ª edição do Prêmio Arcanjo de Cultura aconteceu digitalmente na noite desta quarta (28), no canal Blog do Arcanjo no Youtube e pode ser assistida abaixo na íntegra.

“Nosso objetivo é celebrar os artistas que fizeram a diferença no desafiante ano de 2020”, afirmou o jornalista, crítico e idealizador Miguel Arcanjo no começo da transmissão. Ao todo 30 nomes foram premiados, entre eles Elza Soares, Fábio Porchat, Satyros, Lázaro Ramos, Babu Santana, Thelma Assis e Angela Ro Ro. Todos fizeram discursos emocionantes na cerimônia, marcada pela diversidade.

Foram quatro vencedores em cada uma destas seis categorias: Artes Visuais, Cinema, Música, Redes, Streaming TV e Teatro. Já a categoria Especial teve seis premiados. Homenageada na categoria Especial, Elza Soares elogiou as “mulheres poderosas” do júri e declarou: “Viva a cultura e os artistas que resistem”.

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem aos artistas que morreram no último ano bem como a vitória de João Acaiabe em Streaming TV. “O meu pai tinha uma frase que era feche os olhos e entre na história. Agora, meu pai fechou os olhos para entrar para a história”, declarou sua filha, Thays Acaiabe. 

Veja abaixo a lista dos vencedores:

MÚSICA
Coletivo IMuNe – Instante da Música Negra
Pelo diálogo artístico que fez o Brasil conhecer seis nomes talentosos da nova música negra: Bia Nogueira, Cleópatra, Gui Ventura, Maíra Baldaia, Raphael Sales e Rodrigo Negão. 

João Gordo
Pela corajosa trajetória no Entretenimento e na Música, que o torna um dos maiores nomes do punk nacional. 

Kunumi MC
Por ser voz representativa do discurso indígena na cena musical. 

Marcelo D2
Pelo disco Assim Tocam Meus Tambores, no qual reuniu seus “cria” em um projeto produzido e gravado a partir de lives feitas durante o período de isolamento. 

ARTES VISUAIS
Centro de Pesquisa e Formação (CPF) do Sesc São Paulo
Pela valorização da reflexão e proposta de diálogos sobre as Artes Visuais.

J. C. Serroni
Pelos 70 de vida e grande contribuição, com projetos cenográficos, ensino, pesquisa e publicações, às Artes Visuais e ao Teatro Brasileiro.

John Lennon em Nova York por Bob Gruen – MIS
Pela apresentação da trajetória visual de um dos maiores artistas do século 20.

My Name Is Ivald Granato – Sesc Belenzinho e Sesc Guarulhos
Pela apresentação de meio século de produção artística inventiva e performativa do artista brasileiro.

CINEMA
A Febre
Pela proposição da diretora Maya Werneck Da-Rin em dar voz ao indígena em um país entregue à voracidade predatória.

Babenco, Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, de Bárbara Paz
Pela delicadeza cinematográfica no registro dos últimos dias de um dos maiores diretores do cinema, Héctor Babenco.

Fim de Festa
Pela proposta do diretor Hilton Lacerda em construir um filme inteligente e divertido, verdadeiro deleite para quem gosta de cinema.

Sete Anos em Maio e Vaga Carne
Pela união na exibição de dois médias poderosos na mensagem e qualidade de produção: de um lado, a denúncia do genocídio negro, do outro, um corpo buscando sua voz.

REDES
Educa Podcast
Pelo precioso projeto que une Educação e Música em papos prazerosos com entrevistados que sempre têm algo inteligente a dizer.

Festival Satyrianas
Pelo mergulho no digital em sua 21ª edição, acompanhada por mais de 45 mil pessoas em 78 horas que reuniram 300 atrações artísticas e cerca de 100 filmes.

Maria Zilda Bethlem
Pelas entrevistas conduzidas de forma espontânea pela atriz no Instagram que conquistaram milhares de pessoas na quarentena.

Tina
Pelo humor ferino das atrizes Isabela Mariotto e Julia Burnier no Instagram, onde a personagem conquistou o público inteligente com uma cutucada divertida no campo progressista privilegiado.

STREAMING TV
Babu Santana e Thelma Assis
Pelo forte carisma e representatividade negra que conquistou o país no Big Brother Brasil, reality da Globo.

CNN Brasil
Pela estreia, crescimento e por ter rapidamente se tornado importante opção de informação para o público brasileiro.

Falas Negras
Por dar voz na tela da Globo e no Globoplay ao discurso de 22 personalidades negras históricas, em cuidadosa produção dirigida por Lázaro Ramos e idealizada por Manuela Dias.

João Acaiabe
Pelos personagens que conquistaram gerações em 50 anos de carreira artística e pioneirismo na representatividade negra nas artes.

TEATRO
A Arte de Encarar o Medo (The Art of Facing Fear)
Pelo pioneirismo no Teatro Digital da Cia. Os Satyros nesta obra de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez com elencos brasileiro, africano-europeu e estadunidense e temporadas em 4 continentes; corajoso feito para o teatro brasileiro no turbulento 2020.

A Cor Púrpura
Pela impecável produção de teatro musical com elenco e equipe totalmente dedicados em contar uma velha história negra com múltiplos e novos significados.

Desamparos
Pelo mergulho sensível e virtual da atriz Cléo De Páris sob direção de Fábio Penna, um respiro poético em meio ao caos.

Jane Di Castro, Divina Valéria, Eloína dos Leopardos, Camille K, Marcia Dailyn e Divina Nubia
Pelo pioneirismo na representatividade trans e transformista nos palcos, com trajetórias reunidas no espetáculo Divinas Divas, marco no Theatro Municipal de São Paulo em 2020.

ESPECIAL
Anderson Jesus
Pela proposta de comunicação que valoriza a trajetória negra, foco do projeto de conteúdo digital multiplataforma Todos Negros do Mundo (TNM).

Angela Ro Ro
Pelos 70 anos de uma artista talentosa, pioneira na liberdade do amor e com trajetória de sucessos que marcaram gerações.

Elza Soares
Pelos 90 anos desta artista de grande talento, farta coragem e constante capacidade de reinvenção, além de ser voz histórica da mulher negra brasileira.

Fábio Porchat
Pelas entrevistas em formato live na quarentena e pela ajuda a artistas e técnicos em vulnerabilidade na pandemia.

Hilton Cobra
Pela irretocável trajetória de valorização do teatro negro, coroada com a excelente peça Traga-me a Cabeça de Lima Barreto.

Os Crespos Cia. de Teatro
Pelos 15 anos da importante companhia dedicada ao teatro negro sob comando de Lucelia Sergio e Sidney Santiago Kuanza.

 

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