Por quantas cidades Belchior passou em seus anos fora dos holofotes
A partir de 2007, ícone da MPB viveu cerca de uma década em autoexílio pelo Sul do Brasil e também pelo Uruguai; veja localidades
Entre 2007 e 2017, o cantor Belchior viveu um autoexílio itinerante ao lado da esposa, passando por pelo menos dez cidades no Uruguai e no Rio Grande do Sul. Enfrentando processos judiciais e dívidas que bloquearam seus bens, ele sobreviveu de favores, exigindo sigilo absoluto sobre seu paradeiro. Essa fase reclusa terminou com sua morte em 2017, em Santa Cruz do Sul, decorrente do rompimento da artéria aorta durante o sono.
O misterioso autoexílio de Belchior — icônico cantor e compositor cearense que escolheu o anonimato a partir de meados de 2007 — transformou sua trajetória em uma verdadeira fábula da música popular brasileira. Mas, afinal, por quantas cidades o "rapaz latino-americano" passou durante o período em que viveu recluso e itinerante entre o Sul do Brasil e o Uruguai?
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As apurações de jornalistas e biógrafos (via g1 e site Igor Miranda) indicam que a jornada do artista — que faria 80 anos na última segunda-feira, 26 — passou pelo menos por 10 cidades diferentes ao longo de uma década de autoexílio.
A jornada de Belchior, que esteve acompanhado por sua esposa Edna Assunção, começou por volta de 2007. Entre esse ano e 2017, quando da morte do artista, o casal passou por:
- No Uruguai: San Gregorio de Polanco e Artigas;
- No Rio Grande do Sul: Santa Vitória do Palmar, Porto Alegre, São Lourenço do Sul, Santa Cruz do Sul, Jaguarão, Quaraí, Xangri-Lá, Cachoeirinha e Sobradinho
Problemas de Belchior
O afastamento de Belchior da vida pública coincidiu com problemas financeiros e judiciais. Com bens e rendimentos bloqueados pela Justiça devido a processos e dívidas acumuladas (como o episódio em que deixou uma conta expressiva por diárias em um hotel em Artigas, no Uruguai), o músico praticamente sobrevivia de favores.
Em Santa Cruz do Sul, por exemplo, o casal passou por pelo menos quatro residências diferentes, sempre sob a mesma condição imposta aos anfitriões: silêncio absoluto sobre a presença do ilustre hóspede, que queria privacidade.
Belchior faleceu justamente em Santa Cruz do Sul, de causa natural durante o sono, em decorrência de um rompimento da artéria aorta, enquanto dormia no sofá da sala de estar.
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