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Piano de R$ 400 mil, morte de carpa e piscina com barro: o que foi afetado com queda de muro que gerou processo contra Simone Mendes

Embora a assessoria da cantora atribua danos devido à fortes chuvas, perícias apontam que caso ocorreu devido à obra e falta de drenagem

3 set 2026 - 13h29
(atualizado às 13h30)
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Montagem Simone Mendes e Léo Stuart
Montagem Simone Mendes e Léo Stuart
Foto: Reprodução/simonemendes/Reprodução/gabrielmrcastro

A cantora Simone Mendes está sendo processada pelo guitarrista Leonardo Stuart Martinussi, da banda Tihuana, após o desabamento de um muro durante uma obra em seu imóvel, em Alphaville, na Grande São Paulo. Com a queda, ocorreu uma enxurrada de lama e escombros, que atingiu a residência do músico, localizada no condomínio de luxo Tamboré 1, vizinha à obra. 

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A ação corre na 2ª Vara Cível do Foro De Barueri. Conforme o processo ao qual o Terra teve acesso, o caso ocorreu em 6 de novembro de 2024, após uma forte chuva. A estrutura do muro da casa de Simone teria colapsado, momento em que a lama invadiu o imóvel, pertencente a empresa Black Diamond Holding, administrada por Leo, causando danos em parte do muro e em diferentes áreas do imóvel.

À reportagem, a assessoria da cantora afirmou que o episódio ocorreu durante um período de fortes chuvas e é tratado como um incidente. “A execução da obra foi realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos e por todas as questões relacionadas à segurança da obra (veja abaixo o posicionamento completo).

No entanto, o advogado do músico da Tihuana, Marcelo Fernandes Madruga, afirma que a versão apresentada “não corresponde às conclusões técnicas que fundamentaram as decisões judiciais proferidas até agora”, na qual desembargadores rejeitaram o agravo da cantora contra a decisão que deferiu a tutela de urgência visando a paralisação da obra de sua casa e o início imediato dos reparos causados ao imóvel de Leo. 

Músico do Tihuana teve casa invadida por lama após queda de muro
Músico do Tihuana teve casa invadida por lama após queda de muro
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O que foi afetado com o desabamento?

O advogado de Leo aponta que, após uma forte chuva, ocorreu o represamento de água no muro de Simone, que não aguentou por falta de drenagem e área de escoamento, acarretando no desmoronamento em cima do muro da casa vizinha. Diante disso, foram afetados:

  • Pomar, com árvores de mais de 25 anos;
  • Canil;
  • Sistema de abastecimento de água rompido; 
  • Lago de carpas destruído - um dos peixes morreu;
  • Piscina
  • Banheira;
  • Piano, avaliado em R$ 400 mil, que foi atingido pela inundação, mas não ficou danificado.

A defesa alega ainda que além dos prejuízos materiais, o caso colocou em risco à integridade física de Leo e sua família. 

Perícia

Um boletim de ocorrência foi registrado e um laudo pericial, emitido pelo Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, apontou os danos. O perito avaliou ainda que no local, não houve ação deliberada para o desmoronamento, mas que “não houve maiores preocupações no sentido de direcionamento de água pluvial de forma a evitar desmoronamentos, principalmente se for levado em consideração desmatamento”.

“Considerando a queda de muro e parte de construção de alvenaria (junto ao muro) houve risco a terceiros, ou seja, moradores. [...] Independente de causa específica ou de conjunto destas (causas) o local gerador do desmoronamento, pelo observado, foi a obra [da casa de Simone]”. 

Segundo o documento, o muro não tinha sistema de drenagem de água e também não foram observadas “preocupações relacionadas a impermeabilização”. Outro laudo, confeccionado por um perito judicial, a pedido de Simone, também relata que o solo estava saturado e houve mais chuvas e apontou a falta de drenagem e de estrutura de suporte a esforços horizontais. 

Músico do Tihuana teve casa invadida por lama após queda de muro
Músico do Tihuana teve casa invadida por lama após queda de muro
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

“[O muro da casa de Simone] Passou a funcionar como uma ‘barragem’ exercendo esforços sobre o muro [da residência de Leo]”. Com as chuvas, houve um colapso e o muro desabou”, aponta. 

Briga na Justiça

Em outubro de 2025, a Justiça determinou que a obra na residência de Simone fosse paralisada, bem como os danos ao imóvel do guitarrista reparados. Após a decisão, a defesa de Simone apresentou um agravo, mas por unanimidade, os desembargadores decidiram manter a decisão, em junho deste ano. Os advogados da cantora entraram com um recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e aguarda decisão.

Fernandes Madruga afirma que está adotando as providências processuais cabíveis em relação a esse recurso e esclarece que o objetivo de seu cliente é que o imóvel seja integralmente reparado, bem como os prejuízos. 

“Não existe interesse de transformar o episódio em uma disputa pessoal com Simone. Trata-se de uma questão jurídica decorrente de um evento extremamente grave, que causou danos relevantes à propriedade e colocou pessoas em situação de risco, e é no Poder Judiciário que esperamos que ela seja definitivamente solucionada”, declara. 

O advogado também expõe que foi marcada uma audiência presencial de tentativa de conciliação, solicitada pela defesa de Simone, que não se realizou por audiência tanto da Simone como de seus advogados. 

“Após a ausência nos manifestamos requerendo o julgamento tendo em vista as provas que já  constam dos autos, e o processo está na conclusão aguardando decisão. Entendemos que a demora e o descumprimento da medida liminar, trazem risco ainda maior, diante das notícias de previsão de fortes tempestades que se aproximam”. 

O que diz Simone Mendes

"De acordo com o escritório, o episódio ocorreu durante um período de fortes chuvas e é tratado como um incidente. A execução da obra foi realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos e por todas as questões relacionadas à segurança da obra. O caso está sendo discutido judicialmente e o processo segue em tramitação, sem decisão definitiva até o momento".

Fonte: Portal Terra
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