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9ª Sinfonia de Beethoven será apresentada pela primeira vez com som imersivo

Espetáculo reúne 200 artistas na Vibra, em dezembro, e combina orquestra, coro, solistas, iluminação cênica e tecnologia de som para proporcionar uma nova experiência da obra-prima do compositor alemão

3 set 2026 - 12h40
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Resumo
Em uma iniciativa inédita, a célebre Nona Sinfonia de Beethoven será apresentada pela primeira vez com tecnologia de som imersivo. A proposta une a grandiosidade da obra clássica a recursos acústicos de ponta, permitindo que o público vivencie a composição a partir de uma perspectiva espacial inovadora e envolvente, onde cada elemento da orquestra e do coro ganha tridimensionalidade única. A experiência moderniza o acesso à música clássica ao transformar a audição em uma imersão sensorial completa.

Mais de dois séculos depois de transformar a história da música, a 9ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven ganhará uma nova dimensão em São Paulo. Pela primeira vez, a obra será apresentada em um sistema cinematográfico de som imersivo 7.1, em uma experiência que pretende ampliar a relação do público com a música clássica. O espetáculo acontece em 19 de dezembro de 2026, na Vibra, em São Paulo.

9ª Sinfonia de Beethoven será apresentada pela primeira vez com som imersivo (Divulgação)
9ª Sinfonia de Beethoven será apresentada pela primeira vez com som imersivo (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

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Produzida pela LMX Produções e pela Opus Entretenimento, a montagem reunirá cerca de 200 artistas em cena, entre integrantes de uma orquestra sinfônica, coro e solistas. A proposta combina a execução da obra com tecnologia de áudio imersivo, iluminação cênica e uma direção artística pensada para aproximar diferentes públicos de um dos trabalhos mais importantes do repertório sinfônico.

Composta entre 1822 e 1824, quando Beethoven já estava completamente surdo, a 9ª Sinfonia marcou uma ruptura na tradição musical de seu tempo. A obra introduziu um grande coro e solistas em uma sinfonia, especialmente no quarto movimento, que apresenta a célebre "Ode à Alegria", baseada no poema de Friedrich Schiller.

O contexto de sua criação também contribuiu para transformar a obra em um dos maiores símbolos da genialidade de Beethoven. Sem conseguir ouvir a própria música, o compositor utilizou sua memória musical, conhecimento de composição e percepção das vibrações para conceber uma sinfonia que atravessaria gerações.

É justamente essa relação entre música e percepção sensorial que inspira a proposta do novo espetáculo. Ao utilizar o sistema de som 7.1, a produção pretende fazer com que o público não apenas escute a composição, mas tenha uma experiência espacial e física da obra, explorando diferentes direções e camadas sonoras.

A apresentação será regida pelo maestro Emiliano Patarra, com preparação do coro sob responsabilidade da maestrina Teresa Longatto. A ideia é criar uma experiência que preserve a grandiosidade da composição original ao mesmo tempo em que utiliza recursos tecnológicos contemporâneos para apresentá-la a uma nova geração de espectadores.

"A 9ª Sinfonia nasceu revolucionando a história da música. A melhor forma de homenagear Beethoven não é apenas preservar sua obra, mas manter vivo o espírito inovador que a tornou eterna", afirma Lion Andreassa, diretor geral do projeto.

Andreassa também está à frente da LMX Produções, responsável por um dos maiores programas de difusão da música clássica de câmara já realizados no Brasil. Em 2024, a iniciativa levou apresentações do gênero a mais de 500 mil pessoas em dez estados brasileiros.

Agora, a produtora aposta novamente na combinação entre tradição e inovação para ampliar o alcance da música de concerto. Sob direção geral de Lion Andreassa e produção executiva de Uranio Bonoldi, a apresentação da 9ª Sinfonia busca transformar a relação do público com uma obra que, desde sua criação, já representava uma quebra de paradigmas.

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