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Após desabamento, Simone Mendes faltou a audiência de conciliação com músico do Tihuana ; veja fotos da destruição

Cantora é processada pelo músico Léo Stuart, do Tihuana; defesa afirma que processo aguarda decisão e manifesta preocupação com período de chuvas

2 set 2026 - 19h31
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Resumo
A cantora Simone Mendes e seus advogados faltaram à audiência de conciliação no processo movido pelo músico Léo Stuart, da banda Tihuana. A ação, com valor de R$ 1,3 milhão, apura danos causados ao imóvel do vizinho após um desabamento durante obras no terreno da artista, em Barueri. Perícias apontam falhas de drenagem no local, mas a defesa de Simone atribui o incidente às fortes chuvas e à responsabilidade da construtora contratada. O caso segue na Justiça aguardando uma decisão definitiva.
Após desabamento, Simone Mendes faltou a audiência de conciliação com músico do Tihuana ; veja fotos da destruição
Após desabamento, Simone Mendes faltou a audiência de conciliação com músico do Tihuana ; veja fotos da destruição
Foto: The Music Journal

Segundo o colunista Daniel Nascimento do jornal O Dia, Simone Mendes não compareceu à audiência de tentativa de conciliação marcada pela Justiça em um processo movido pelo músico Léo Stuart, integrante da banda Tihuana. A ação discute os danos provocados por um desabamento ocorrido em novembro de 2024, em Barueri, na Grande São Paulo.

A audiência presencial foi marcada para 21 de julho de 2026, às 10h20, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Barueri, conforme documento expedido pela Justiça em 4 de junho. O encontro havia sido solicitado pela defesa da cantora.

Segundo Marcelo Fernandes Madruga, advogado de Léo Stuart, Simone e seus representantes não compareceram.

"Foi marcada uma audiência presencial de tentativa de conciliação solicitada inclusive pela defesa da Simone, que infelizmente não se realizou, justamente pela ausência tanto da Simone como de seus advogados", afirmou o advogado.

Madruga disse ainda que pediu o julgamento do caso com base nas provas já apresentadas. Segundo ele, o processo está em fase de conclusão, aguardando uma decisão judicial.

A defesa do músico também afirma estar preocupada com a chegada do período de chuvas enquanto o processo permanece sem uma decisão definitiva.

O desabamento

Segundo o relato da defesa de Léo Stuart, o caso começou em novembro de 2024, quando estruturas e muros do imóvel do músico desabaram durante uma obra realizada no terreno vizinho, pertencente a Simone Mendes.

Água, terra, lama e escombros teriam atingido a residência. De acordo com o advogado, foram danificadas estruturas da propriedade, a área externa, o pomar, o canil e o sistema de abastecimento de água. A lama também teria invadido a residência.

A defesa afirma que foram produzidos dois laudos periciais sobre o episódio, um criminal e outro cível, e sustenta que os documentos apontam problemas relacionados à drenagem e ao escoamento de águas pluviais na obra vizinha.

"Existem dois laudos periciais, um criminal e um Cível, que apontam para a falta de drenagem e escoamento de águas pluviais não realizadas na obra da Simone como causadores do desmoronamento", afirmou Marcelo Fernandes Madruga.

O advogado também ressaltou que a casa de Léo Stuart existe há aproximadamente 28 anos e, segundo ele, já havia enfrentado períodos de chuvas e tempestades sem que uma situação semelhante tivesse ocorrido.

A defesa afirma que a Justiça determinou a paralisação da obra e a reconstrução dos muros e das partes atingidas, com a restauração do imóvel.

Segundo o advogado, a defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo, mas o recurso foi rejeitado e a decisão, mantida. Posteriormente, foram apresentados embargos de declaração, também rejeitados.

Mais recentemente, em agosto, a defesa apresentou recurso especial para levar a discussão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

R$ 1,3 milhão

O advogado também esclareceu que o valor de R$ 1,3 milhão mencionado no processo não corresponde a uma indenização já determinada pela Justiça.

Segundo ele, o montante é o valor atribuído à causa e envolve diferentes pedidos, entre eles a reconstrução e a reparação dos prejuízos. Uma eventual indenização dependerá da decisão judicial e, portanto, o valor ainda pode sofrer alteração.

A defesa afirma que o objetivo de Léo Stuart é recuperar integralmente o imóvel e obter a reparação dos prejuízos provocados pelo episódio.

Piano foi atingido pela lama

Outro ponto esclarecido pelo advogado diz respeito ao piano de Léo Stuart, avaliado em cerca de R$ 400 mil.

Segundo Madruga, o instrumento não foi destruído, mas acabou atingido pela lama que invadiu a residência.

"O piano não foi destruído, mas ele foi invadido pela lama, ele teve que mandar limpar, enfim."

O advogado também negou que cachorros tenham morrido durante o episódio. Segundo ele, uma carpa morreu depois que o lago foi atingido pela lama e pelos destroços.

"Já falaram que morreu um cachorro, não morreu. Morreu uma carpa."

A defesa afirma ainda que pretende solucionar a disputa no Poder Judiciário, sem transformar o processo em uma questão pessoal entre as partes.

Defesa de Simone Mendes se manifesta

A assessoria de imprensa de Simone Mendes encaminhou, nesta quarta-feira (2), posicionamento dos advogados da cantora sobre o caso.

Em nota, a defesa afirma que o episódio ocorreu durante um período de fortes chuvas e classifica o ocorrido como um incidente. Os advogados também destacam que a obra foi executada por uma empresa contratada, que seria responsável pela condução dos trabalhos e pelas questões relacionadas à segurança.

"O episódio ocorreu durante um período de fortes chuvas e é tratado como um incidente. A execução da obra foi realizada por uma empresa contratada, responsável pela condução dos trabalhos e por todas as questões relacionadas à segurança da obra. O caso está sendo discutido judicialmente e o processo segue em tramitação, sem decisão definitiva até o momento".

The Music Journal The Music Journal Brazil
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