Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

O CD está de volta — e cresceu quase 7 vezes mais do que o vinil no primeiro semestre de 2026

Relatório da Luminate aponta alta de 16% nas vendas do formato nos Estados Unidos

5 set 2026 - 13h13
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
As vendas de CDs nos EUA cresceram 16% no primeiro semestre de 2026, superando o ritmo do vinil em quase sete vezes. Impulsionada pela Geração Z, pelo colecionismo do K-pop e por preços mais acessíveis que os do vinil, a mídia física vive uma retomada comercial liderada por grandes redes varejistas e lojas independentes. Curiosamente, muitos jovens adquirem os discos apenas como itens decorativos, de coleção ou apoio aos artistas, sem possuir aparelhos para reproduzir o formato em casa.

O CD não morreu! Pelo menos é isso que o relatório de meio de ano da Luminate, empresa de dados da indústria do entretenimento responsável pelas paradas da Billboard, as vendas de CDs nos Estados Unidos cresceram 16% no primeiro semestre de 2026, chegando a 16,3 milhões de unidades. Para efeito de comparação, o vinil (que vinha liderando a retomada das mídias físicas nos últimos anos) avançou apenas 2,4% no mesmo período. Em ritmo de crescimento, portanto, o CD acelerou quase sete vezes mais do que o vinil.

CDs e discos de vinil de artistas populares são exibidos à venda em um supermercado em Caen, França
CDs e discos de vinil de artistas populares são exibidos à venda em um supermercado em Caen, França
Foto: Matt Cardy/Getty Images / Rolling Stone Brasil

🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @terrasonora

O dado impressiona ainda mais quando se desconta o impacto do K-pop. Mesmo excluindo as vendas do BTS e de todo o catálogo do gênero sul-coreano, as vendas de CDs ainda assim subiram 6,7% em relação ao primeiro semestre de 2025, sinal de que a recuperação do formato vai além do fenômeno dos grupos coreanos. No total, a categoria de mídia física, que inclui CD, vinil e fita cassete, cresceu 7,8%, somando 38,2 milhões de unidades vendidas. A fita cassete, por sua vez, registrou o resultado mais surpreendente do período: alta de 73,4% nas unidades.

Uma parte relevante dessa retomada está ligada ao comportamento de consumidores mais jovens. Segundo a Luminate, 60% das pessoas da Geração Z afirmam ouvir predominantemente músicas lançadas nos anos 1990 ou antes, número que, em 2021, era de apenas 18%. Esse interesse por catálogos clássicos, facilitado pelas plataformas de streaming, vem acompanhado de um desejo crescente de possuir um objeto físico que simbolize a conexão com artistas. E, nesse contexto, o CD tem uma vantagem importante sobre o vinil: custa significativamente menos.

O K-pop continua sendo um motor fundamental. Grupos como ENHYPEN e ATEEZ, além do BTS — cujo álbum ARIRANG (2026) contribuiu de forma significativa para os números — transformaram o CD em item de colecionismo, com edições especiais, embalagens premium, photocards e brindes exclusivos que vão muito além do áudio. Nesse modelo, o disco não é só comprado pela música, mas também pela experiência. O relatório aponta que redes de grande varejo, como Target e Walmart, registraram os maiores índices de crescimento no período e já respondem por quase 30% das vendas físicas nos EUA, enquanto as lojas independentes seguem liderando o mercado em volume total.

O aspecto mais curioso do relatório, segundo publicações que repercutiram os dados da Luminate, é que uma parcela considerável de quem compra CDs sequer tem um aparelho para reproduzir o formato em casa. Nesse caso, o CD deixa de ser apenas um suporte de áudio e passa a funcionar como objeto de decoração, item de coleção e uma forma direta de apoiar financeiramente artistas. Depois de sobreviver à era do MP3, à chegada do streaming e ao retorno do vinil, o bom e velho disco compacto parece estar começando a viver uma segunda juventude.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra