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D4vd não merece defensor público, diz advogado da família de Celeste Rivas Hernandez

"Os moradores do Condado de Los Angeles deveriam ficar indignados, porque serão os contribuintes que vão pagar a conta para defender esse milionário", diz Patrick Steinfeld

5 set 2026 - 11h13
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Resumo
O advogado da família de Celeste Rivas Hernandez, morta e esquartejada aos 14 anos, contesta o uso de um defensor público pelo cantor D4vd (David Burke), acusado do crime. A acusação afirma que o artista esconde milhões de dólares em bens e empresas transferidas para a mãe a fim de alegar falsamente que é indigente e não pagar por advogados particulares. Apesar das críticas aos custos para os contribuintes, a Defensoria Pública declarou que Burke cumpre os critérios para a assistência.

Patrick Steinfeld, o advogado que representa a família da menina de 14 anos Celeste Rivas Hernandez — cujo caso envolve o cantor D4vd, acusado de agressão sexual, assassinato e esquartejamento — está contestando a alegação do artista de que ele é indigente e, portanto, tem direito a um defensor público.

D4vd
D4vd
Foto: Rich Polk/Getty Images para Interscope/Capitol / Rolling Stone Brasil

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Em uma declaração obtida pela Rolling Stone, o advogado da família de Celeste Rivas Hernandez alega que o cantor — cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke — estaria ocultando ativos em empresas que controla e por meio de dinheiro transferido para sua mãe, Colleen Burke. Steinfeld argumenta que o público deveria se indignar com o fato de um artista que vendeu platina estar buscando representação financiada com dinheiro público.

"É inconcebível que o nosso sistema de justiça considere David Anthony Burke indigente quando D4vd tem mais de cinco bilhões de reproduções, 16 milhões de ouvintes mensais em uma única plataforma de streaming e controla três corporações", escreveu Steinfeld na declaração. "Os moradores do Condado de Los Angeles deveriam ficar indignados, porque serão os contribuintes que vão pagar a conta para defender esse milionário sob acusações de homicídio, agressão sexual contínua contra uma menor de 14 anos e mutilação ilegal de restos humanos".

Steinfeld citou trechos do depoimento na audiência preliminar de Burke, quando a promotora adjunta Beth Silverman questionou Benjamin Greger, ex-gerente financeiro da empresa de gestão de Burke, a Mogul Vision. Greger testemunhou que Burke teria levado para casa algo em torno de US $10 milhões a US$ 11,5 milhões em ganhos brutos por meio de acordos de gravação, merchandising e publicação musical, e que conversou sobre a transferência de propriedades no Texas que estavam em nome de Burke para sua mãe, Colleen Burke.

"Você se lembra de ter testemunhado que o motivo pelo qual você disse a ela para fazer isso era para proteger o patrimônio dele de qualquer ação civil, de modo que a família da vítima não pudesse… obter… esse dinheiro"? perguntou Silverman na audiência em julho.

"Eu me lembro, sim", testemunhou Greger.

A família Rivas Hernandez compareceu a todos os dias da audiência preliminar, mas não falou com a imprensa durante o processo.

"Nós, como família, só queremos justiça para Celeste e que quem for responsável enfrente todo o rigor da lei. E agradecemos a todos por apoiarem nossa filha de todas as maneiras", disse a família em uma nova declaração compartilhada com a Rolling Stone nesta semana.

Burke, de 21 anos, foi preso em abril e se declarou inocente das acusações em uma leitura formal das acusações na segunda-feira. Seu advogado, o defensor público do Condado de Los Angeles Walid Kandeel, começou a representar D4vd imediatamente na segunda-feira, após a equipe jurídica particular e renomada de Burke — incluindo Blair Berk e Marilyn Bednarski — entregar o caso a ele.

Na audiência, a juíza do Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, Charlaine Olmedo, perguntou a Kandeel se o escritório dele precisava de mais tempo "para verificar se o sr. Burke se qualifica" para a defesa pública. Kandeel disse que o escritório estava "preparado" para seguir em frente e buscava a nomeação.

"Não estamos autorizados a divulgar informações financeiras. Nosso escritório fez uma avaliação financeira completa e determinou que David Burke é elegível para representação pelo Gabinete do Defensor Público", disse um porta-voz do escritório em uma declaração enviada à Rolling Stone.

A juíza Olmedo decidiu em julho que havia evidências suficientes para levar Burke a julgamento. Os promotores afirmam que Burke abusou sexualmente de Rivas Hernandez por mais de um ano antes de matá-la em abril de 2025, quando ela ameaçou expor o suposto abuso. Eles alegam que ele a esquartejou em sua garagem usando uma motosserra e escondeu os restos mortais no porta-malas dianteiro de seu Tesla.

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