No Brasil, diretor musical ressalta carisma de Elvis: "ele era rock'n'roll"
Aquela máxima de que Elvis Presley não morreu se comprova cada vez que a TCB Band, músicos do grupo original do rei do rock, sobe ao palco para o Elvis in Concert - que faz um segundo giro pelo Brasil este mês e estreou em Brasília na última quinta-feira (17). Com a imagem do imortal músico em um telão, não dá pra acreditar que ele realmente não esteja por lá. É simplesmente impossível.
"Elvis fazia um show enérgico. Quando você vê o rosto dele na tela, acredita que está ali", opina Joe Guercio, diretor musical de Elvis entre 1970 e 1977 e um dos responsáveis pelos shows do Elvis in Concert, durante uma conversa com o Terra, por telefone, repleta de lembranças sobre o bom humor e a musicalidade de um dos maiores cantores de todos os tempos.
Desta vez, os fãs têm um motivo especial para comparecer aos shows. Além de cinco novas músicas, esta será a turnê de despedida da TCB Band. "Fizemos várias mudanças, números novos. O show é igual aos concertos que fazíamos juntos. A energia é a mesma", ressalta. "Temos muitos fãs de Elvis no Brasil. É um dos melhores públicos no mundo. Talvez seja porque a música é uma grande parte do País. Samba, Bossa Nova...somos todos fãs do Brasil", elogia.
Aos 85 anos, Guercio, que também trabalhou com Barbra Streisand e Diana Ross, tem na cabeça apenas memórias boas, de um "rei" extremamente bem-humorado. "Acho que as minhas principais lembranças dele sempre envolvem o quanto nós ríamos. Nós realmente ríamos muito. Ele tinha muito senso de humor", afirma, antes de contar uma de suas primeiras experiências com Elvis.
"Na primeira vez que fizemos algo juntos, estava na frente de uma grande plateia e ele simplesmente mudou a música. A banda dele acompanhou e eu estava atrás com 35 músicos. Era tudo novo para mim. Depois da segunda noite, me perguntaram como era trabalhar com Elvis. Eu disse que era como seguir bolinhas de gude caindo em escadas de concreto, você nunca sabe para onde elas vão. Na noite seguinte, fui trabalhar à noite no Las Vegas Hilton, entrei no camarim e tinham bolinhas de gude por todo o chão. Bolinhas de gude até nos bolsos do que eu iria usar. Olhei no espelho e estava escrito: 'siga as bolinhas de gude! E.P'. Para mim, isso é senso de humor", relembra, rindo.
Questionado se haveria alguém com a musicalidade de Elvis Presley atualmente, Joe Guercio nega com uma explicação que segue exaltando o carisma do cantor. "Não, não. O mundo está muito mudado. Não existe mais essa relação de pai, mãe, filhos, avós e netos com um artista só. Ele era rock'n'roll. Muito patriota. Era cristão, adorava música gospel. Entretia as famílias. A família inteira gostava dele. Isso é muito difícil de encontrar hoje em dia", afirma.
Elvis Presley morreu no dia 16 de agosto de 1977, vítima de um colapso fulminante, decorrente de um problema cardíaco - a necrópsia também apontou a ingestão de oito ou mais drogas (incluindo morfina). A notícia causou comoção mundial e, nos Estados Unidos, muitos transtornos, como linhas telefônicas congestionadas, estoque de flores esgotado em todo o país e caos nos aeroportos, com voos lotados vindos de todos os Estados. Joe Guercio lembra exatamente o que fez no dia em que ficou sabendo da triste notícia.
"Eu me lembro muito bem. Estava no aeroporto. Esperando um voo que ia de Nova York para Las Vegas. Não estava trabalhando com ele, estava trabalhando com Ann-Margret, eu também era o diretor musical dela. Quando finalmente cheguei, fui comprar uma gravata borboleta, porque usava smoking no show dela. Foi quando ouvi duas meninas conversando e elas falavam que era uma pena o que tinha acontecido com Elvis. Perguntei o que havia acontecido. E elas me disseram que ele tinha sido encontrado morto na manhã daquele dia. Liguei para confirmar a notícia, disseram que era verdade e a última coisa que eu sei é que peguei um voo e fui para Memphis para o funeral", conta.
Segundo Joe, Elvis Presley tem fãs extremamente fieis e completamente únicos. "Eles têm uma relação única e duradoura com ele. Nunca entendi isso muito bem até me juntar a eles. No começo, não era um fã de Elvis, porque trabalhava com orquestras e era um mundo muito diferente. Não tinha ideia de como isso funcionava. Depois que o conheci, quando fizemos nosso primeiro show juntos, entendi. O carisma dele te atraía. Você senta em um auditório lotado, com milhares de pessoas, e as pessoas que estão na primeira fila reagem da mesma forma que as que estão nos lugares mais altos e distantes. Já trabalhei com muita gente, mas nunca vi isso na vida. É único", completa, para depois se despedir com um simpático "muito obrigado", segundo ele, o "limite do seu português".
Serviço
Belo Horizonte (MG)
Data:
19 de outubro de 2013
Hora: 20h
Local: Ginásio Mineirinho
Av. Antonio Abrahão Caram, 1001
Ingressos: de R$ 500 a R$ 90
Rio de Janeiro (RJ)
Data:
20 de outubro de 2013
Hora: 21h
Local: Ginásio do Maracanãzinho
Rua Professor Eurico Rabelo, s/nº
Ingressos: R$ 290 a R$ 125
Olinda (PE)
Data: 23 de outubro de 2013
Hora: 21h
Local: Chevrolet Hall Recife
Rua Agamenon Magalhães, Complexo de Salgadinho, Salgadinho
Ingressos: de R$ 400 a R$ 200
São Paulo (SP)
Data: 25 e 26 de outubro de 2013
Hora: 21h
Local: Ginásio do Ibirapuera
Rua Manoel da Nóbrega, 1361
Ingressos: de R$ 1250 a R$ 180
Porto Alegre (RS)
Data: 31 de outubro de 2013
Hora: 21h
Local: Ginásio Gigantinho
Rua Padre Cacique, 891 - Praia de Belas
Ingressos: de R$ 1200 a R$ 128
http://www.ingressorapido.com.br