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Morte de Johnny Alf tem repercussão na mídia internacional

5 mar 2010 - 11h01
(atualizado às 11h12)
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Considerado um dos criadores da bossa nova, o compositor Johnny Alf morreu no início da noite dessa quinta-feira (4), em Santo André. A morte do músico brasileiro ganhou repercussão na mídia internacional nesta sexta.

Diversos sites da América Latina citaram a morte do músico, que enfrentava um câncer de próstata, definindo-o como "pai da bossa nova". Já o jornal espanhol El Mundo prestou sua homenagem ao brasileiro e postou na sua versão online um vídeo de Eu e a Brisa, um de seus maiores êxitos.

A agência de notícias Ansa definiu a obra do compositor como "o primeiro passo para a revolução harmônica e melódica da bossa nova".

Biografia
Alfredo José da Silva, famoso como Johnny Alf, nasceu no Rio de Janeiro em 19 de Maio de 1929. Começou a aprender piano clássico aos nove anos com Geni Borges, amiga de sua família, e logo demonstrou interesse por compositores americanos, como George Gershwin e Cole Porter.

Aos 14 anos, formou um conjunto com amigos no bairro de Vila Isabel e costumava tocar nos fins de semana na Praça Sete, do Andaraí. Cursou até o segundo ano do ensino médio no Colégio Pedro II, onde entrou em contato com algumas pessoas que faziam parte do Instituto Brasil-Estados Unidos, que posteriormente o convidaram para participar de um grupo artístico. Por sugestão de uma amiga americana, adotou o pseudônimo de Johnny Alf. Com o grupo do Instituto Brasil-Estados Unidos fundou um clube para promoção e intercâmbio de música brasileira e americana.

Quando Dick Farney ingressou no grupo em 1949, o clube passou a se chamar Sinatra-Farney Fan Club, tendo entre seus sócios Tom Jobim, Nora Ney e Luís Bonfá, entre outros. Na época, Alf tocava durante a noite no clube e pela manhã assumia seu posto de cabo no Exército. Através de Dick Farney e Nora Ney, Johnny foi contratado em 1952 como pianista da recém-inaugurada Cantina do César. Ali a atriz e cantora Mary Gonçalves, Rainha do Rádio em 1952, escolheu três de suas composições, Estamos Sós, O Que é Amar e Escuta para incluir no seu LP Convite ao Romance. Neste ano ele grava seu disco compacto, tendo, no lado A, a música De Cigarro em Cigarro e, no B, Falseta.

Depois disso, Alf foi convidado para integrar como pianista o conjunto que o violonista Fafá Lemos formou para tocar na boate Monte Carlo. De seu repertório, duas composições começaram a se destacar, Céu e Mar e Rapaz de Bem, esta escrita por volta de 1953 e considerada a precursora do movimento musical bossa nova.

Em 1954, Alf mudou-se do Rio para São Paulo e passou a se apresentar na boate A Baiuca, na rua Major Sertório, e depois no Bar San Michel - ele voltou a morar no Rio em 1962, mas, em 1965, ele retornou a São Paulo.

Em 1961 gravou pela RCA seu primeiro LP, Rapaz de Bem, que incluía, entre outras (e além da já famosa música que dava nome ao disco), Ilusão à Toa, que também se tornou um sucesso. Ainda em 1961, recebeu um convite do compositor Chico Feitosa para tocar no Carnegie Hall, em New York - mas não foi. No ano seguinte, retornou ao Rio de Janeiro e tocou no Bottle's Bar, na mesma época em que ali atuavam o Tamba Trio, Sérgio Mendes, Luís Carlos Vinhas e Silvia Teles.

Em 1967, participou do Festival da TV Record com a música Eu e a Brisa. A composição foi desclassificada nas eliminatórias, mas meses depois virou um grande sucesso. Em janeiro de 1998, depois de sete anos sem gravar, apresentou-se no SESC Pompéia, em São Paulo, no show de lançamento do álbum Noel Rosa - Letra e Música.

Em agosto de 2009, ele fez seu último show, no teatro do Sesi, em São Paulo, ao lado da amiga e cantora Alaíde Costa. Johnny Alf, o "Genialf", segundo Tom Jobim, não deixou parentes, mas deixará saudades.

Um dos dotes de Johnny Alf era tocar piano
Um dos dotes de Johnny Alf era tocar piano
Foto: Reprodução
Fonte: Redação Terra
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