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Michael Jackson: o acidente em comercial da Pepsi que mudou a vida do cantor

Erro pirotécnico causou graves lesões no Rei do Pop no auge da carreira; episódio se tornou um trauma físico e psicológico para o artista

24 abr 2026 - 12h38
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Em 27 de janeiro de 1984, o auge da carreira de Michael Jackson ficou marcado não só pelo sucesso estrondoso de Thriller (1982), mas também por um evento traumático que mudaria a vida do cantor.

Michael Jackson em 1983
Michael Jackson em 1983
Foto: Frank Edwards / Fotos International / Getty Images / Rolling Stone Brasil

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Durante as gravações de um comercial para a Pepsi no Shrine Auditorium, em Los Angeles, um erro nos efeitos pirotécnicos resultou em um incêndio que atingiu diretamente o Rei do Pop. Michael acabou afetado no âmbito da saúde, da aparência e também em sua condição mental. Em outras palavras, o episódio se tornou um trauma físico e psicológico para o artista (via Yahoo e Michael Jackson Fandom).

O acidente

O incidente ocorreu durante uma filmagem sob olhares da plateia contratada para figurar no comercial. Enquanto Michael descia as escadas com coreografia ao som de uma versão adaptada de "Billie Jean", os fogos de artifício foram detonados antes do tempo previsto. Faíscas atingiram o cabelo do cantor, que havia sido tratado com produtos inflamáveis para manter o visual característico da época.

Por alguns segundos, Michael continuou a dançar, sem perceber que sua cabeça estava envolta em chamas. Somente quando ele começou a girar, a gravidade da situação tornou-se evidente para a equipe e o público. Seus irmãos e seguranças correram para socorrê-lo, abafando o fogo, mas a situação já era grave.

As consequências

Michael foi diagnosticado com queimaduras de segundo e terceiro graus em seu couro cabeludo. O ferimento resultou em uma cicatriz permanente e em uma área onde o cabelo nunca mais voltaria a crescer naturalmente. Para esconder as marcas e a calvície parcial, o cantor passou a utilizar perucas e apliques pelo resto da vida.

Além dos danos estéticos, o acidente levou Michael ao uso crônico de analgésicos. A dor prolongada das queimaduras e das cirurgias reconstrutivas é apontada por biógrafos e especialistas na carreira do Rei do Pop como gatilho para a dependência química dele em medicamentos controlados.

Alguns afirmam que esse foi o início do declínio que levaria à sua morte prematura em 2009 por overdose de propofol, um sedativo usado, dentre outros motivos, para insônia.

Michael Jackson processou a Pepsi

Michael Jackson processou a Pepsi e, ao receber um acordo de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 75 milhões na época), doou o valor integral ao Centro Médico Brotman, em Culver City, nos Estados Unidos. Em reconhecimento à sua generosidade, o hospital renomeou sua unidade de tratamento de queimados como Michael Jackson Burn Center.

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