Letra em homenagem a Diana escapa à memória de Bernie Taupin
A adaptação feita às pressas para a despedida da Princesa Diana em 1997 tornou-se o single mais comercializado da história britânica.
Bernie Taupin, letrista e parceiro de Elton John, revelou não se lembrar dos versos que adaptou às pressas para Candle In The Wind no funeral da Princesa Diana, em 1997. Lançada em 1973 em tributo a Marilyn Monroe — inspirada originalmente por Montgomery Clift —, a regravação tornou-se um dos singles mais vendidos da história britânica. Atualmente divulgando seu novo projeto The Sea Has No Mercy, Taupin relembrou a pressão criativa da época e o início de sua prolífica parceria com o cantor.
Mais de duas décadas e meia após marcar a despedida da Princesa Diana, a versão regravada de Candle In The Wind guarda particularidades curiosas sobre sua concepção. Parceiro criativo de longa data de Elton John, o letrista Bernie Taupin revelou que foi tudo tão rápido que ele simplesmente não se lembra das palavras que escreveu para aquela cerimônia fúnebre.
A princesa morreu aos 36 anos em agosto de 1997, vítima de um acidente automobilístico em Paris. Diante do convite para cantar na despedida da amiga, Elton John entrou em contato telefônico com o parceiro. Com a dúvida levantada por Bernie Taupin sobre escrever ou não uma canção inédita, eles optaram por reformular a faixa lançada nos anos 1970.
Em conversa com a revista MOJO, Bernie Taupin comentou a pressão daquele momento: "Não quero parecer frio ou cruel, mas não era minha intenção fazer isso. Tudo o que me lembro é que fiz isso muito rápido. Até hoje, se você me pedir para recitar um dos versos, eu não conseguiria nem sob a mira de uma arma."
Apresentada ao público global, a homenagem se consolidou como o single mais comercializado da história do Reino Unido e uma das faixas mais vendidas de todos os tempos.
Das origens com Montgomery Clift ao quarto em Pinner
Originalmente, Candle In The Wind saiu no aclamado álbum Goodbye Yellow Brick Road, de 1973, ganhando lançamento como single em 1974. Embora o tributo em estúdio fizesse referência a Marilyn Monroe — falecida em 1962 com os mesmos 36 anos —, o letrista explicou que o gatilho inicial foi o ator Montgomery Clift e seu fascínio por figuras públicas que partiram jovens demais.
"Eu nunca fui fã da Marilyn Monroe. Originalmente, eu havia escrito a história de Montgomery Clift", admitiu o compositor. A consagração da faixa atraiu lembranças inusitadas: sapatos que pertenceram à atriz foram enviados por Sharon Osbourne, e o próprio Elton John o presenteou com um manequim de costura usado para as roupas originais de Monroe, hoje guardado em uma vitrine roxa.
O letrista ainda revisitou o começo da amizade e da colaboração profissional, quando os dois dividiam um dormitório na casa da mãe do cantor em Pinner: "Quando Elton e eu percebemos que tínhamos uma boa química na composição das músicas, fez todo o sentido irmos morar juntos. "
No momento, Bernie Taupin divulga seu trabalho autoral The Sea Has No Mercy, projeto distribuído pela Universal Music por intermédio dos selos Vertigo e MCA Nashville.
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