Documentário sobre o Rouge entra na reta final de gravações com estreia prevista para 2026
Série documental sobre o quinteto avança nas filmagens para 2026 sem a presença de Li Martins e com restrições contratuais.
Com estreia prevista para 2026, a série documental sobre o Rouge, dirigida por Tatiana Issa, entrou na reta final de gravações. A produção reúne depoimentos de Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade, que exigiu cláusulas contra difamações. Li Martins deixou o projeto após a morte do marido, e menções à ex-empresária Elisabetta Zenatti foram vetadas por questões jurídicas. A obra é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery sobre a trajetória do grupo pop.
Com lançamento previsto para 2026, a história do Rouge será revisitada em uma nova série documental que se aproxima de sua fase final de gravações. A diretora Tatiana Issa comentou sobre o andamento dos trabalhos ao interagir com o público nas redes sociais e assegurou: "Vem aí, sim, e vai ser emocionante".
As filmagens começaram em 2025, mas a realização teve que lidar com desfalques e termos contratuais específicos, conforme reportado pelo site OFuxico. Li Martins chegou a firmar os acordos iniciais, mas abriu mão de integrar o projeto após a morte de seu marido, JP Mantovani, vítima de um acidente de moto em setembro de 2025. A cantora também possuía restrições anteriores sobre a condução editorial, defendendo que o grupo deveria deter controle irrestrito sobre a própria trajetória.
Diante da situação, a produção seguiu contando somente com relatos de Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade.
As conversas para reunir o elenco demandaram ajustes internos. Aline Wirley e Karin Hils aceitaram o convite de imediato, enquanto Fantine Thó demonstrou relutância inicial imaginando que Lu Andrade não faria parte da produção. Ao assinar como a última integrante a confirmar presença, Lu Andrade impôs cláusulas protetivas: vetou menções pejorativas à sua postura e alinhou a garantia de que nenhuma das integrantes saísse com imagem prejudicada na edição.
A produção também definiu a exclusão de qualquer referência a Elisabetta Zenatti, antiga empresária da banda. As cantoras apontam histórico de jornadas exaustivas, baixos cachês e negligência quanto à saúde mental na época de atuação com a profissional. No entanto, pelo fato de Zenatti exercer o cargo de vice-presidente de conteúdo da Netflix Brasil, questões jurídicas motivaram o veto total a seu nome na narrativa dos episódios.
O Rouge surgiu em 2002 na tela do SBT durante o programa Popstars, em parceria com a gravadora Sony Music. Ao longo de sua atividade, o quinteto atingiu a marca de cerca de 6 milhões de cópias comercializadas, conquistando certificações da Pro-Música Brasil que somam três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla.
O encerramento definitivo das atividades ocorreu em 2006, provocado por atritos internos.
O documentário é desenvolvido por meio de uma coprodução entre Producing Partners e Warner Bros. Discovery. A cineasta Tatiana Issa comanda a direção e assina a produção executiva ao lado de Guto Barra. Pelo lado da Warner Bros.
Discovery, o projeto conta com acompanhamento direto dos executivos Mariano César, Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Marina Pedral.
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