Disputa judicial entre Dua Lipa e Samsung ganha novo capítulo nos EUA
Advogados da cantora rebatem tentativa da fabricante de anular processo sobre uso de sua foto em caixas de TV.
Dua Lipa rebateu na Justiça dos EUA as tentativas da Samsung de anular o processo em que a cantora acusa a empresa de usar sua imagem sem autorização em embalagens de TVs. A defesa da artista afirma que a marca explorou sua fama para induzir o público a crer em um patrocínio legítimo. A Samsung alegou ter garantias de um parceiro e tentou transferir a ação para as leis britânicas, sob o argumento de que a cantora mora no Reino Unido, manobra que foi duramente contestada pela equipe jurídica da estrela.
O embate judicial entre Dua Lipa e a Samsung ganhou novos desdobramentos na Justiça dos Estados Unidos. Conforme revelado pela Billboard, a equipe jurídica da cantora britânica protocolou uma resposta para contestar as manobras da fabricante de eletrônicos, que tenta anular o processo aberto em maio motivado pelo uso não autorizado do rosto da estrela em caixas de televisores.
A ação contra a companhia gira em torno da circulação de milhões de embalagens com a imagem da dona do hit Levitating em grandes redes de varejo pelo país. Diante do tribunal, os representantes legais da artista pontuaram de forma direta: "Este caso é simples".
Segundo a argumentação apresentada na ação, a marca se aproveitou indevidamente da fama da celebridade britânica. A peça jurídica enfatiza que "A imagem do autor era valiosa para a Samsung justamente porque os consumidores (e a própria Samsung) entendem o que significa o rosto de uma celebridade em um produto".
A petição salienta que a cantora adota critérios bastante rigorosos para associar seu nome ao mercado corporativo: "A autora não cede seu nome e sua imagem de forma casual; ela os licencia de maneira seletiva, mediante uma remuneração significativa, por meio de parcerias com marcas de luxo de alto padrão. Os consumidores, acostumados a ver a autora em parcerias remuneradas com marcas, concluíram — de forma razoável — que sua aparição na embalagem da Samsung tratava-se de mais uma dessas ações".
Assim, a presença nas caixas induziria os compradores a crer na existência de um acordo comercial legítimo.
Para se defender, a multinacional alegou que a presença gráfica não levaria o público a presumir um patrocínio formal. Além disso, a empresa sustentou que obteve garantias de um parceiro de conteúdo sobre a autorização da imagem e levantou entraves territoriais, alegando que o domicílio da artista no Reino Unido impediria a aplicação das leis da Califórnia.
A tentativa de transferir a discussão para as leis britânicas foi duramente rebatida pelos advogados de Dua Lipa, que também apontaram a omissão da marca mesmo após o envio de notificações extrajudiciais. "
Para concluir a réplica no tribunal norte-americano, os advogados da estrela afirmaram: "Após determinar unilateralmente que a lei inglesa é a aplicável (o que não é verdade), a Samsung alega, na sequência, que tal legislação não confere ao autor qualquer meio de reparação (o que também está incorreto). A Samsung sustenta que pode se apropriar da imagem de qualquer celebridade inglesa para vender seus produtos na Califórnia e em todo o país, sem sofrer quaisquer consequências. " O caso continua tramitando na Justiça dos Estados Unidos.
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