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Amy Lee detesta rótulo gótico do Evanescence: "Odeio essa palavra"

Icônica vocalista se desvencilha de categorizações e reafirma a essência rock de sua banda.

16 jun 2026 - 13h41
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Amy Lee detesta rótulo gótico do Evanescence: 'Odeio essa palavra'
Amy Lee detesta rótulo gótico do Evanescence: 'Odeio essa palavra'
Foto: The Music Journal

No intrincado universo da música, onde rótulos e subgêneros competem por atenção e definição, poucas bandas escaparam à tentativa de encaixe em caixas pré-determinadas.

O Evanescence, com sua sonoridade distintiva e a voz poderosa de Amy Lee, não é exceção.

A cantora, em uma entrevista franca à Metal Hammer, rasgou o verbo sobre o termo que, para muitos fãs e críticos, sempre pareceu inseparável da imagem do grupo.

"Sinceramente, eu nunca gostei dessa palavra", declarou Amy Lee, com uma clareza que reflete anos de reflexão sobre o assunto. Ela continuou, descrevendo sua própria identidade musical de forma contrastante: "Eu era mais do tipo rock alternativo, com calças jeans rasgadas." A vocalista não poupou palavras ao classificar a associação: "A palavra gótica (para descrever a música do Evanescence) é estúpida. "

Essa aversão, surpreendente para alguns, ilumina a complexa relação entre artistas e as expectativas do público. Na efervescência dos anos 2000, quando o Evanescence explodiu globalmente com hits como Bring Me To Life, a estética visual da banda - com elementos sombrios e uma atmosfera melancólica - parecia cimentar a etiqueta "gótica".

No entanto, Amy Lee argumenta que essa percepção nunca alinhou-se com a verdadeira proposta musical do grupo. Para ela, a identificação sempre esteve muito mais próxima do rock alternativo do que de qualquer cena gótica.

A discussão sobre rótulos não para por aí. Outra categorização frequentemente aplicada ao Evanescence é a de nu metal. Embora Amy Lee admita que não seja "exatamente fã" do termo, sua reação é visivelmente mais branda.

"Não acho que essa palavra seja particularmente moderna, mas não me importo muito. Rótulos são rótulos, chame como quiser. Sabemos quem somos e a nossa trajetória é repleta de crescimento incrível, mas também de respeito pelas nossas origens", desabafou.

Essa perspectiva demonstra uma maturidade artística e uma autoconsciência que transcende a necessidade de validação externa por meio de categorias estanques.

A declaração de Amy Lee chega em um momento de efervescência para o Evanescence. A banda recentemente lançou Sanctuary, seu primeiro trabalho de estúdio desde The Bitter Truth, de 2021. Este novo álbum não apenas marca um capítulo fresco na discografia do grupo, mas também precede uma ambiciosa turnê que promete agitar palcos na América do Norte, Reino Unido e Europa.

O line-up de apoio para essa jornada é um verdadeiro espetáculo à parte, reunindo alguns dos nomes mais vibrantes do rock alternativo atual, incluindo Spiritbox, Poppy, Nova Twins e K. Flay.

A trajetória do Evanescence é um testemunho da capacidade de uma banda de evoluir, manter sua essência e, ao mesmo tempo, desafiar as expectativas. A recusa de Amy Lee em ser confinada por rótulos serve como um lembrete poderoso de que a arte, em sua forma mais pura, resiste a definições simplistas.

É na liberdade de expressão e na autenticidade que o Evanescence continua a construir sua narrativa, provando que a verdadeira identidade de uma banda reside na sua música e na sua mensagem, muito além de qualquer palavra que tentem usar para descrevê-la.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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