Na contramão da IA, nova geração da MPB transforma processo criativo artesanal em marca autoral
Enquanto a inteligência artificial acelera a produção musical, artistas como Pedro Emílio e Lucas Felix apostam no tempo da criação humana, da composição à identidade visual dos álbuns
A inteligência artificial nunca esteve tão presente na indústria da música. Ferramentas capazes de escrever letras, criar melodias, produzir arranjos, reproduzir vozes e até finalizar músicas completas já fazem parte da rotina de artistas, produtores e gravadoras. Mais recentemente, um estudo do Berklee College of Music revelou que 32,5% dos músicos já utilizam IA para desenvolver ideias iniciais, criar melodias ou gerar referências que depois são retrabalhadas no processo criativo.
Ao mesmo tempo em que a tecnologia passa a integrar cada vez mais a produção musical, uma parte da nova geração da MPB faz um movimento diferente: desacelerar.
Em vez de utilizar ferramentas para automatizar etapas da criação, artistas como Pedro Emílio e Lucas Felix têm escolhido investir justamente nos processos que exigem mais tempo - escrever a partir de experiências pessoais, construir álbuns conceituais, reunir músicos em estúdio, participar diretamente da produção musical e desenvolver cada detalhe da identidade artística dos projetos.
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