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Mallu Magalhães diz que quer casar nova e fala sobre bullying

4 mar 2010 - 20h06
(atualizado em 4/3/2010 às 15h07)
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Desde sua explosão no cenário musical brasileiro, Mallu Magalhães nunca se considerou uma criança. Sem dúvida, em seu atual momento, pessoal e profissional, ela sente e vive como uma adulta.

» Confira o bate-papo na íntegra

» Ouça Mallu Magalhães no Sonora

» Veja letras de Mallu Magalhães

Na participação em chat e entrevista ao Terra, ela fala sobre a importância do produtor Alexandre Kassin na gravação do novo álbum, revela um pouco do clima do novo show - com decoração baseada em ideias dela - demonstra o desejo de gravar um disco de samba e mais: quer casar antes dos 30 e ter muitos filhos. "Quero ter alguns de cada sexo. Uns cinco filhos está bom", diz.

A cantora também fala do polêmico episódio sobre a Lei Rouanet, lei federal de incentivo à Cultura que permite que empresas apliquem uma parte do imposto de renda devido em ações culturais. Mallu tem sido criticada por ter captado mais de R$ 778 mil para a produção de sua próxima turnê.

Qual a expectativa para o show de lançamento do CD Mallu Magalhães?

Foto: Raphael Falavigna / Terra

A gente começa a ensaiar na próxima semana, todos os dias, inclusive final de semana. Criamos uma expectativa enorme, porque o lugar é grande e fico esperando que vá bastante gente. Vai ser um primeiro show de exposição, de abertura da turnê. É o primeiro show da turnê. Está bem eclético, como é o álbum. Tem o momento reggae, rock, folk. Ele tem um cenário, baseado nas colagens que fiz do encarte. Também vai ter algumas mandalas no fundo e um tecido que vai refletir nelas. O disco e o encarte combinam muito, essa coisa meio torta, imperfeita. Acho que vai funcionar legal com o cenário. Estou uma artista muito ampla nas minhas áreas de atuação. Gosto muito de pintar, recortar e colar, de tirar foto. Então sempre que tenho a oportunidade, aproveito para me expressar. E o encarte é um complemento de álbum, que ajuda a transmitir a atmosfera dele.

Depois de ouvir o disco já pronto, os artistas sempre querem mudar alguma coisa. Você também teve isso?

Eu não ouço. Nunca escuto, justamente por isso. Eu também sempre tive uma implicação com a minha voz. Ela é aguda demais e eu gostaria que fosse mais grave. Conforme a gente vai crescendo, ela vai ficando mais grave. Então conforme o tempo, a voz muda. Nesse disco, as canções mais antigas nós tivemos de mudar o tom. O que mais me incomoda é isso. Mas acho importante a gente ficar mais tranquilo com o que a gente já foi.

Qual foi a importância do Kassin na produção?

Ele ia a todos os ensaios e de alguma maneira conseguiu identificar os momentos das músicas que não estavam tão bons e o que tinham de ser valorizados. O arranjo é uma boa parte da composição. É uma mistura de coragem e da diversidade do Kassin, de saber trabalhar com todos os instrumentos e gêneros. Cada canção proporcionava um universo de ideias.

Tem alguém que você ainda sonha em ter um relacionamento musical? Gravar algo, receber uma música...

É até um pouco pretensioso da minha parte sonhar com algo assim, pois gosto de artistas que são muito grandes, não são tão novos... talvez nem gostem do meu som. Eu gosto de cantar com quem quer cantar comigo, acho lindo. Vou agora com a Vanessa da Matta em Salvador e São Paulo. Eu estou muito, muito feliz, ela é muito legal e estou feliz de cantar com ela.

Você tem Twitter?

Meu negócio não é esse. Eu não tenho Twitter e estou tentando contar desesperadamente para as pessoas, já pedi para a pessoa parar com esse perfil (falso).

No chat, você falou sobre samba, que tem vontade de gravar um disco desses um dia. Você já compôs algum?

Escrevo bastante sambas. Quero gravar os meus e regravar outros, mesmo que não seja para lançar, só para ter. Gosto da parte samba do Chico, algumas do Caetano, muito Caymmi, muito Noel. Vinicius, que é mais para a bossa, mas que também toco muito. Ah, o Cartola também...

Você falou que sonha em casar. Você fica pensando "ah, vou me casar quando chegar aos 30, minha filha vai ter tal nome..."

Não, 30 está muito longe, vai demorar demais. Tem que ser antes. Vamos ver como as coisas vão acontecendo. Prefiro não colocar muitos planos. Eu não tinha essa coisa de casar, sempre pensei muito em ter filhos. Acredito sinceramente que quando a gente tem filhos, é como se descobríssemos outra razão de viver.

Menino ou menina?

Ah, quero ter um monte deles, alguns de cada sexo. Acho que uns cinco tá bom.

Uma das dicas que você deu para uma pergunta dos fãs foi para não se sentirem pressionados, fazerem o que gostam. Você se sente pressionada?

A cobrança é mais dentro da gente. Por parte dos outros, existe mais a coisa da aceitação, mas isso acontece com todos os artistas. Mas se seus amigos não gostarem, continue, pois você é o que você é.

Como era seu relacionamento com os colegas da escola? Você se sentia uma alienígena por ouvir Johnny Cash, enquanto o pessoal ouvia Nx Zero?

Até hoje. Falta o terceiro colégio ainda. A escola é um ambiente muito difícil e esquisito para todo mundo. Você clama por ser aceito, admirado. Tem sempre as pessoas mais bonitas e as mais esquisitas. Tive vários problemas, mudei muito de colégio, tive problemas de aceitação, de bullying.

Mesmo depois da fama?

Ainda foi um pouco menos, mas em algumas escolas ainda prevalecia. As pessoas não sabem como lidar, então quando isso acontecia, eu mudava de uma escola para outra. Só agora eu consegui parar em uma. Agora eu consigo terminar. Estou com vontade de aprender as coisas.

Muita gente ainda reclama do fato de sua turnê ter entrado na Lei Rouanet.

Essa questão da Lei Rouanet é muito ampla. Acho que quem conhece a realidade atual da música brasileira e quem baixa música não deveria reclamar não, sabe? Um sustento que a gente tinha tiraram de nós. Há várias correntes de pensamento sobre isso, pessoas que acreditam que esse dinheiro deveria ir para outro lugar. Mas este é imposto que a empresa já iria pagar e que ao invés de pagar ao governo, ela poder usar até 30% em um projeto. Mas ela continua pagando mais de 70% para o governo. Acho errado quem pensa que é um dinheiro que está sendo tirando do governo, de outros lugares. Eu sinceramente acho que, quando o artista não precisa, quando ele ganha dinheiro com disco, com publicidade, se puder viver sem isso, é legal. Mas acho que o pessoal que fala mal não sabe como as coisas estão difíceis hoje em dia.

E vai haver alguma mudança no preço dos ingressos?

Nosso projeto ainda não foi aprovado, estamos apresentando para diversas empresas. Os shows que vamos fazer agora ainda são só investimentos nossos. Talvez com a Lei isso abaixe, mas sinceramente, nós penamos tanto, tem show que não dá dinheiro algum, é muito complicado. Além de tudo, as empresas não querem comprar projetos que não sejam da Lei Rouanet, porque com a Rouanet elas conseguem quitar uma parte do imposto. O mercado não está nada convidativo. Estudei muito antes sobre a lei para ver se estava fazendo algo errado com o meu País.

Próximo single? Você falou que mais para o final do mês já estaria pensando no próximo clipe...

Nós estamos em dúvida, mas provavelmente vai ser versinho. Estou querendo fazer de Sem Fé Nem Santo, gosto muito dessa.

O clipe de Shinny Yellow mostra você em outro ambiente, mais animado, mais adulta... é essa a ideia?

Mais expansivo, você diz, né? Mais ou menos. A imagem que passou é uma coisa natural, são coisas que estão acontecendo comigo física e naturalmente. O crescimento existe, estou em um médio entre menina e mulher. Profissionalmente, estou muito mais para mulher, mas fisicamente estou muito mais para uma pessoa infantil, demorei muito para me fazer mulher.

Você fica preocupada com o fato de ter estourado e dessa infância ter passado?

Fiquei mais preocupada quando aconteceu (o sucesso). Hoje fico tão orgulhosa do meu trabalho. Já acho tão valioso, tão bonito, uma coisa tão humana, acho incrível quando vou fazer show e no final tem pessoas lá comigo, dizendo que mudei a vida delas. Com isso, a questão da mídia que aterroriza tanto a gente, fica menor.

Você acompanha as críticas, blogs, imprensa?

Mais ou menos. De fez em quando comentam uma boa, aí eu vejo. Gosto de crítica construtiva, quando dizem "ah podia ter um baixo naquela parte", mas a maioria não é assim. Prefiro ouvir as pessoas que estão próximas de mim, que me ajudam a crescer. Ler essas coisas ruins dói demais. As pessoas reclamam do meu jeito torto. Se eu prestar atenção de verdade, me fará muito mal. Eu dou meu coração e tem gente que joga pedra, então não vale à pena ler.

*Colaborou Tiago Dias

Fonte: Redação Terra
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