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Lollapalooza 2026: Tyler, The Creator se impõe em show impressionante que encerra festival

Sozinho no palco, cantor hipnotizou público com seu rap melódico

23 mar 2026 - 23h42
(atualizado em 23/3/2026 às 00h26)
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Quem via o palco que esperava por Tyler, The Creator pouco antes de sua apresentação neste domingo, 22, no Lollapalooza Brasil pode até ter estranhado. Depois dos cenários imensos de Sabrina Carpenter e Chappell Roan, o rapper subiu a um palco totalmente sozinho, utilizando só de alguns efeitos pirotécnicos.

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E ter a coragem de subir em um palco sozinho equivale a ter coragem de saltar de paraquedas. Tyler corre bem o risco - e se impõe em um show que é impressionante, justamente, por estar sozinho no palco.

Tyler, The Creator, se impõe em um show impressionante, sozinho no palco
Tyler, The Creator, se impõe em um show impressionante, sozinho no palco
Foto: Sabrina Legramandi/Estadão / Estadão

Mesmo assim, ele não foge de encarar a multidão. Com seu jeito irônico, conversa com o público e até tenta arriscar um "te amo" que não sai direito, mas ganha ajuda. "Nossa, tem muita gente aqui", diz em uma pausa em que fica por bons minutos encarando a multidão que começou a chegar aos poucos após o show de Lorde no palco vizinho.

Em outro momento, até faz uma dancinha para um coro de "Tyler gostoso". E improvisa um phonk enquanto grita "São Paulo" antes de cantar Tamale.

Vestido de boné e roupas vermelhas como na capa de Don't Tap The Glass, era impossível deixar de olhar para ele, mesmo de longe. E cada pedido do cantor era atendido.

Tyler, The Creator, fechou o Lollapalooza Brasil 2026
Tyler, The Creator, fechou o Lollapalooza Brasil 2026
Foto: Tyler, The Creator via YouTube / Estadão

O rapper faz todo mundo dançar com ele em Sugar On My Tongue e chorar em Like Him, em que reflete sobre ter crescido sem a criação de um pai. Pois é, Tyler consegue unir dois mundos: é engraçado e sentimental ao mesmo tempo.

Outro fator impressionante é a forma como consegue conduzir tão bem um roteiro com seus dois últimos discos, Don't Tap The Glass e Chromakopia. São dois dos melhores álbuns dos últimos anos, mas totalmente diferentes - um, mais energético; o outro, totalmente reflexivo. Ambos, porém, ganham outra dimensão ao vivo.

Tyler admite que demorou a voltar ao Brasil. Ele se apresentou por aqui em 2011, com seu antigo grupo, Odd Future. "Eu lancei muita coisa nesses últimos tempos", disse antes de emendar uma sequência de hits mais antigos, como Are We Still Friends? e Earfquake.

Ele encerrou mandando beijos com o rap melódico de See You Again, deixando uma expectativa para um retorno que não leve tanto tempo. Tyler encerra o Lollapalooza como um dos melhores shows do festival e provando que, para um bom show, não é preciso muito mais que música boa e vontade de estar no palco.

Estadão
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