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Integrante do Far From Alaska fala sobre carreira, curiosidades e mais

11 mar 2019
11h28
atualizado em 21/3/2019 às 15h36
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Atualmente formada por Emmily Barreto [voz], Cris Botarelli [synths, lapsteel guitar, baixo, vocais], Lauro Kirsch (bateria) e Rafael Brasil (Guitarra), a banda Far From Alaska está na estrada desde 2012. Com origens na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, mas atualmente radicado em "Sampa", o quarteto é uma das grandes forças do rock na novíssima música brasileira.

Entre um rolê e outro, a polivalente Cris Botarelli tirou um tempinho e trocou uma resenha com o Cifra Club News. Ao longo de um bate-papo descontraído, Cris falou sobre carreira, mudanças na banda, deu conselhos e ate revelou curiosidades sobre a banda! Continue com a gente e, certamente, vai se divertir, aprender e se inspirar com a história dessa galera que tem mudado a cara do pop rock nacional.

CCN: como a banda conseguiu cativar um público fiel? Quão difícil foi para chegar onde estão atualmente?

Cris Botarelli: através da internet conseguimos espalhar o som pelo Brasil mesmo quando ainda morávamos em Natal, o que ajudou bastante a banda começar a fazer shows em outro show estados e etc. A parte mais difícil acho que foi ter que mudar de cidade, vir morar em São Paulo pra possibilitar mais e mais shows [era muito caro sempre sair de Natal para tour].

Ultimamente vocês têm feito bastante shows fora do Brasil. Quais são as principais diferenças entre o público brasileiro e o gringo?

Cris: muito se fala sobre a frieza do público gringo, mas a gente foi abençoado de ter sido recebido com muito carinho todas as vezes que fomos. Claro que a galera no Brasil é incomparável, poxa, nossa casa, nossa gente! Mas foi muito legal ver a galera gringa saindo de casa pra ver um show de uma banda que não conhecia [em muitos shows na tour foi assim], dando uma chance a algo novo. Aqui no Brasil a gente não tem tanto costume de sair pra ver algo novo, a gente vai pros shows das bandas que conhece geralmente. Eu diria, então, que é um costume legal da turma de lá que a gente podia copiar! Tanto se fala em apoiar a cena, seria um ótimo apoio a gente ir em shows de bandas desconhecidas, por exemplo, pra ficar por dentro do que ta rolando, descobrir e divulgar novos sons.

CCN: e como é a recepção do público lá de fora com uma banda de rock brasileiro?

Cris: muito legal, mesmo! O pessoal lá adora o Brasil e conhecem até mais da nossa música do que pensamos! As pessoas iam aos shows com curiosidade, pra conhecer mesmo, e gostaram muito! Sempre vinham falar conosco depois dos shows, parabenizar, falar que vão divulgar o som… foi massa!

CCN: quais são os maiores desafios de se ter uma mulher como vocalista?

Cris: nenhum desafio, é igual a ter um vocalista homem. Na verdade, eu, pessoalmente, diria ainda que é melhor uma mulher vocalista porque curto mais o estilo, mas quanto ao resto, é a mesma coisa.

Dê o play e confira o lyric video da versão acústica da música "Cobra":

CCN: quais são as dicas que vocês dariam para as mulheres que querem formar uma banda de rock?

Cris: que façam uma banda, comecem a tocar, estudem seus instrumentos e, principalmente, curtam muito todo esse processo. É pra isso que se tem banda! Pra curtir! Só em ter uma banda de rock com meninas tocando, já é parte da mudança que a gente quer ver no meio musical, de democratizar o acesso, não precisa nem necessariamente ter uma temática feminista, por exemplo (mas se quiser pode, claro [risos]), o ponto é existir e ocupar os espaços! É isso que vai fazer as novas gerações seguirem o exemplo, meninas vendo meninas arrasando muito no palco, se identificando e se inspirando a fazer sua própria música. Representatividade importa!

CCN:  como a FFA faz agora que não tem um baixista fixo? Pensam em chamar outro?

Cris: o FFA agora tem dois baixistas, na verdade! Eu e o Raffa dividimos a função, o show tá bem mais dinâmico, muito interessante de assistir e ver como a gente "se vira nos 30″ entre vários instrumentos. Logo, não pensamos em chamar outra pessoa pra banda.

CCN: falando um poco sobre composições, como é que funciona o processo criativo da banda?

Cris: depende, as vezes começa com um riff de guitarra, as vezes com um vocal, aí juntamos as ideias de todos e trabalhamos juntos em alguns "esqueletos" até eles virarem música. A letra vem sempre no final.

Pra encerrar, uma curiosidade: já tiveram alguma briga feia, mas que hoje acham o motivo engraçado ou bobo?

Cris: uma vez brigamos feio e por horas pela cor da meia da capa do disco [Unlikely], e no fim acabamos por usar uma terceira meia [que não estava na briga] que inventamos depois! A meia escolhida virou até parte do nosso merch e a briga foi completamente inútil (risos).

Discografia - FFA

Álbuns de estúdio

  • "modeHuman" (2014)
  • "Unlikely" (2017)

EP

  • "Stereochrome" (2012)

Singles

P.S.:

a entrevista acima foi elaborada por Gustavo Morais e Daniel Moreira.

Cifra Club

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