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'Foi devastador': Per Gessle supera o luto e traz Roxette para o Brasil com nova vocalista

Marie Fredriksson, que morreu em 2019, é homenageada por Lena Philipsson no show que o duo sueco apresenta em São Paulo nesta terça, 14; leia entrevista

14 abr 2026 - 05h42
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Há 10 anos Per Gessle se despediu dos palcos com o Roxette, após sua parceira de longa data Marie Fredriksson ter de se ausentar das turnês para priorizar o tratamento de um câncer, doença que tratava desde 2002. A artista morreu em 2019, vítima de um tumor no cérebro.

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No entanto, em 2025, Gessle sentiu vontade de voltar, de reativar o Roxette e tocar músicas como Listen to Your Heart, It Must Have Been Love e Spending My Time, entre outras que foram sucesso no Brasil e inspiraram muitas versões (veja, acima, vídeo em que o fundador da banda reage a essas versões brasileiras).

Ele então convidou Lena Philipsson. O (novo) duo sueco, que já passou pela África do Sul e Austrália, está no Brasil. No domingo, eles tocaram os antigos sucessos do Roxette no Rio. Nesta terça, 14, o show será no Espaço Unimed, em São Paulo.

Com nova formação, duo pop sueco Roxette volta ao Brasil para shows no Rio de Janeiro e em São Paulo
Com nova formação, duo pop sueco Roxette volta ao Brasil para shows no Rio de Janeiro e em São Paulo
Foto: Fredrik Etoall/Roxette/Divulgação / Estadão

A volta do Roxette

Per Gessle relembrou a perda de Marie Fredriksson e contou que não sabia o que fazer com a banda quando a artista morreu. "Foi devastador para todos nós. Precisei de um tempo para decidir", comentou. "Nos primeiros anos, eu simplesmente deixei passar. E então percebi que todas essas músicas — e Roxette tem uma carreira tão longa — são uma parte enorme da minha vida", continuou.

O músico sentia falta de apresentar aquelas canções que marcaram a sua carreira. Quando se viu diante do desafio de voltar com a banda, Gessle escolheu Philipsson para assumir os vocais. O artista conta que quando trabalhou com a colega em outro projeto, percebeu que ela poderia estar ao seu lado na banda.

A tarefa definitivamente não era fácil. Além de serem músicas que exigem grande habilidade, a cantora se viu em meio a uma situação em que estaria no papel de uma artista renomada e querida pelo público.

Porém, a cantora tem executado bem os clássicos do grupo e feito jus à posição. Ao relembrar sua preparação, que se iniciou bem antes dos shows, Philipsson explica que dedicou muito de seu tempo a isso com o objetivo de se manter o mais fiel ao original possível. "Era importante, para mim, ocupar o meu lugar no palco, mas sem exageros", refletiu. "Eu não quero incomodar ninguém. E quando o Per está no centro, eu não estou ali para tentar roubar os holofotes."

A artista explica a necessidade de encontrar um equilíbrio em sua atuação: "Eu quero ser eu mesma o máximo possível, mas, ao mesmo tempo, interpretar essas canções que, na verdade, não são minhas".

Philipsson diz que está feliz com seu novo trabalho - e também com a recepção dos fãs do Roxette. No palco, ela presta homenagem a Marie e explica: "Fiz isso para mostrar a todos que eu entendo a situação aqui".

Show do Roxette no Brasil em 1992
Show do Roxette no Brasil em 1992
Foto: Monica Zarattini/Estadão / Estadão

Planos futuros

Em 2025, Per Gessle e Lena Philipsson lançaram o single Bad Blood em colaboração. Quando perguntado sobre possível material novo, Gessle explicou que essa não é uma decisão fácil de ser tomada.

Pelo menos por enquanto, a dupla não planeja lançar nada com o nome Roxette, já que a ideia é realizar muito shows e tocar as músicas da banda o máximo possível.

Suécia e a música

Além do Roxette, a Suécia ainda formou uma série de bandas populares, como ABBA e, mais recentemente, a banda de rock Ghost. Apesar de não cravar qual é a exata explicação, Gessle atribui tal fenômeno ao fato de a população falar bem o inglês e, desde cedo, as crianças serem incentivadas a praticar o idioma. "E isso nos ajudou muito — me ajudou muito — quando compus as letras, porque não era um grande problema para mim."

Outra possibilidade apontada pelo músico se dá pela Suécia ser um país bastante ligado à tecnologia, fator este que auxilia na produção de músicas. "Hoje em dia, a música pop tem muito a ver com tecnologia, com os plugins, os computadores e coisas do tipo. Talvez isso também seja algo que veio naturalmente para nós, porque somos de certa forma avançados quando o assunto é esse."

Roxette e o Brasil

Apesar de essa ser a primeira vez da vocalista na América do Sul, Gessle já conhece o Brasil de outros tempos. O músico ressaltou o bom tratamento que sempre recebe quando visita o País e enalteceu o público daqui que, para ele, se diferencia do europeu. "É um tipo diferente, mais 'sangue quente' do que nós lá no Norte", explicou.

A primeira vinda do duo ao Brasil foi ainda nos anos 1990. Em 1992, Roxette fez sua estreia no País e, após o retorno de Marie as palcos, vieram pela última vez em 2012.

Lena Philipsson substitui Marie Fredriksson, morta em 2019, como dupla de Per Gessle na Roxette
Lena Philipsson substitui Marie Fredriksson, morta em 2019, como dupla de Per Gessle na Roxette
Foto: Ticketmaster/Divulgação / Estadão

Serviço - Roxette em São Paulo

  • Apresentação: 14/04, terça-feira
  • Abertura dos portões: 18:30h
  • Horário do show: 20:30h
  • Local: Espaço Unimed
  • Endereço: R. Tagipuru, 795 - Barra Funda, São Paulo - SP, 01156-000
  • Classificação: 16 anos. Menores de 05 a 15 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais. *Sujeito a alteração por Decisão Judicial.
  • Bilheteria oficial (sem taxa de serviço): Shopping Ibirapuera. Av. Ibirapuera, 3103, Indianópolis.
Estadão
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