Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

'Finalmente estou pronto para fazer isso', diz Brandon Flowers sobre compôr músicas mais pessoais

O vocalista da banda The Killers prepara o lançamento de seu terceiro álbum solo, "Thrasher"

18 ago 2026 - 17h58
Compartilhar
Exibir comentários

Brandon Flowers, conhecido por ser a voz por trás de hits como "Somebody Told Me" e "Mr. Brightside", está as vésperas do lançamento de seu terceiro projeto solo. Em Thrasher, o vocalista dos The Killers aborda os temas mais íntimas de sua carreira até o momento. Entre faixas sobre sua irmã, gostos da adolescência e a "epidemia de solidão", o artista utiliza pela primeira vez uma influência mais pesada da música country.

Brandon Flowers em show do The Killers
Brandon Flowers em show do The Killers
Foto: Jim Dyson/Getty Images / Rolling Stone Brasil

🎧 Do universo de fã ao universo da música: tudo que você ama em um só lugar. Siga @terrasonora

Em entrevista à NMEFlowers destacou as diferenças e similaridades entre o projeto que chega aos serviços digitais de música na próxima sexta-feira, 21, e seu último álbum, lançado com os The Killers em 2021: "Gostei tanto de fazer 'Pressure Machine' que não queria ir embora", afirmou sobre as influências do sudoeste americano e sonoridade apresentada pelo pai (que inclui artistas como Johnny Cash e Waylon Jennings. "Não achei que este devesse ser um disco do The Killers, então me concentrei ainda mais. Enquanto 'Pressure Machine' era centrado em Nephi, Utah, e todas aquelas histórias se passavam dentro da cidade , este é ainda mais pessoal. Estou me concentrando no meu círculo íntimo. É assim que eu o vejo."

O cantor também explicou o motivo pelo qual alcancou um  nivel de intimidadetão alto por meio das letras e temáticas da novidade."Acho que agora sou capaz disso", respondeu ele. "Não acho que eu fosse capaz como compositor no início da minha carreira. Sempre quis compor e contei histórias, mas não era bom nisso. Acho que isso é apenas uma evolução da minha arte, e acho que finalmente estou pronto para fazer isso."

Gravado em Nashville, o berço espiritual da música country, Thrasher marca o reencontro de Flowers com os produtores de longa data Shawn Everett e Jonathan Rado, além de um retorno às origens familiares quanto à sonoridade do álbum. "Tive duas formações musicais diferentes, e é assim que funciona para um cantor ou músico. É sabido que herdei essa influência musical do meu irmão, que é 12 anos mais velho que eu. Era tudo o que você associaria ao The Killers: The Smiths, Depeche Mode , New Order, U2 , Billy Bragg , toda essa música britânica - era tudo. Mas também havia outra formação musical: minhas irmãs ouviam R&B dos anos 90 e meus pais ouviam música country. Sempre esteve presente, desde que eu era criança. Meu pai ouvia Johnny Cash, Willie Nelson, John Conlee. Eram músicas ótimas e composições excelentes."

"Sempre esteve lá e eu gostava, mas sempre me sentia culpado. Você não ouve 'Louder Than Bombs' dos Smiths e depois ouve Willie Nelson. Você sente que tem que escolher quando está crescendo", explicou Flowers. "Eu escolhi certo para a época. Escolhi os Smiths em vez de Willie Nelson, mas conforme você envelhece, percebe que há espaço para tudo. Não é segredo que me apaixonei por muito mais música americana depois, mas aquilo foi apenas um passo em direção a isso. Bruce Springsteen , Tom Waits , Tom Petty - eles têm uma pegada country às vezes, e isso me levou de volta à música do meu pai neste disco."

Em um momento da música norte-americana no qual o country está em alta e se mescla com o pop mais do que nunca, o cantor escolheu se aprofundar no gênero de modo deliberado: "Há uma autenticidade nessa tradição, e ela se baseia na história. São histórias americanas que estou contando, e é incrível como elas se encaixam perfeitamente. Fiquei surpreso com a naturalidade com que tudo aconteceu e com a naturalidade com que me senti. Eu simplesmente disse: 'Eu sei como fazer isso'", afirmou Flowers sobre o estilo Americana.

O lançamento também é especial por conta das colaborações com o guitarrista David Rawlings, o guitarrista de pedal steel Bruce Bouton e Charlie McCoy (gaitista que participou de todos os quatro álbuns de Bob Dylan gravados em Nashville). "Estou meio envergonhado, mas admito: eu não tinha noção do que estava me metendo", o vocalista afirmou sobre a potência musical e importância geracional dos músicos. "Agora eu tenho e adoro, mas me achava o máximo. Eu tinha músicas prontas, tinha sido a atração principal do Glastonbury , tinha lotado estádios, mas quando entrei na sala com esses caras, nada disso importou, e tudo desapareceu! Foi tipo: 'O que vocês têm?' Me apaixonei pelo processo deles."

Flowers aproveitou a conversa para descrever a rotina de criação com os convidados especiais: "Todos os dias começavam com 45 minutos de pessoas contando histórias. Você simplesmente absorve tudo, porque vive muitas experiências incríveis. Só o Charlie McCoy, por exemplo, pode contar histórias sobre Leonard Cohen , Simon & Garfunkel , Bob Dylan , Roy Orbison. É tipo, 'Quem é esse cara? Ele tocou em tudo!' Deveria ser 'Charlie McCoy com participação de Brandon Flowers', porque os refrões dele são muito marcantes no disco. Ele é realmente ótimo", reafirmou o artista.

Assim como Flowers já tinha comentado em entrevistas no ano passado, Thrasher é o primeiro de dois novos álbuns solo. "É a mesma banda", ele compartilhou sobre o outro projeto a caminho. "Talvez não seja tão country, mas talvez tenha uma pegada country; da mesma forma que Tom Petty ou The Travelling Wilburys têm uma pegada country."

📊 Fofoca Awards: vote nos seus favoritos
Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra