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Emicida cancela show e escreve no Twitter que foi agredido por policiais

14 dez 2011 - 15h13
(atualizado em 14/12/2011 às 09h19)
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Maria Inez Aranha

O rapper Emicida contou no Twitter, na madrugada deste sábado (10), os motivos que o fizeram cancelar sua apresentação na casa DC Eventos, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. A apresentação estava prevista para essa sexta-feira (9).

Foto: Felipe Panfili / AgNews

Segundo o cantor, o show não foi realizado porque os contratantes não teriam cumprido com as questões contratuais que envolviam a apresentação. No microblog, Emicida agradeceu a presença do público e alfinetou os contratantes: "obrigado pela presença de todos, mas, infelizmente, devido à falta de caráter de alguns o show não ocorreu em Pelotas".

Segundo o rapper, a noite foi marcada por momentos desagradáveis. "Eu e minha equipe ainda fomos agredidos e desrespeitados pela polícia dentro do camarim. Amo o RS, mas não havia clima para show", escreveu.

De acordo com o produtor do artista, Evandro Fióti, o contratante da Dypraxe Produções, Cauê Santana, não cumpriu com o que havia sido acordado em contrato. "Devíamos ter recebido 50% do valor do show quando o contrato foi fechado. Recebemos 20% antecipadamente e, no dia da apresentação, mais 10%, quando Cauê foi ao hotel onde a banda estava hospedada e entregou o dinheiro", afirma.

Ainda segundo o produtor, Cauê teria se comprometido a entregar o restante do cachê no local do show, mas "quando chegamos lá ele havia sumido e não efetuou o pagamento. Por isso optamos por não tocar", justifica.

De acordo com Evandro, o cantor Emicida e os demais integrantes da banda foram impedidos de deixar o local, o que ocasionou a confusão.

O outro lado

Procurado pelo Terra, o proprietário da casa DC Eventos, conhecido como Bruxinha, relatou outra versão. Segundo ele, o evento era promovido por Cauê Santana, da Dypraxe Produções. O produtor teria acertado antecipadamente a maior parte do cachê do rapper Emicida, mas, o restante, seria pago ao término da apresentação.

"O Emicida não aceitou o pagamento parcelado e se recusou a fazer a apresentação. A atitude provocou a revolta do público, que subiu ao palco e perseguiu o rapper e sua equipe no camarim", afirma. Ainda segundo o proprietário do imóvel, as janelas do camarim foram quebradas.

O Terra localizou o produtor Cauê Santana e apurou a sua versão. Ele se defendeu das acusações e alegou que irá processar o músico. De acordo com Cauê, um problema de última hora envolvendo a compra das passagens aéreas no trecho São Paulo - Porto Alegre teria desfalcado seu caixa, o que prejudicou o pagamento antecipado do cachê.

Segundo Cauê, na quinta-feira (8), ele havia efetuado a compra de oito passagens áreas, mas apenas no dia seguinte, no período da manhã, identificou que quatro não haviam sido confirmadas. "De última hora tive que desembolsar mais de R$ 4 mil nas passagens áreas e, por isso, atrasei o pagamento".

Ao contrário da informação dada pelo produtor do músico, no entanto, Cauê afirma ter adiantado 70% do cachê, e justificou que impediu a saída do rapper e sua equipe do local porque eles não queriam devolver o valor recebido a título de cachê.

A Polícia

Por volta das 5h, policiais do 4º Batalhão de Polícia Militar de Pelotas (BPM) foram acionados para ir até o local. De acordo com a polícia, o chamado foi realizado por um integrante da produção do rapper, identificado como Lucas.

Segundo a PM, ao chegar no local, os policiais foram informados de que o problema já estava resolvido e as questões referentes ao cachê já haviam sido acertadas. Ninguém registrou Boletim de Ocorrência e a corporação desmentiu a informação de agressão envolvendo os policiais e a produção do artista.

Fonte: Terra
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