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Em show, Madonna defende banda de meninas presas na Rússia

8 ago 2012 - 18h36
(atualizado em 8/8/2012 às 21h34)
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A cantora Madonna pediu nesta segunda-feira (6) à Rússia que não condene três integrantes da banda punk Pussy Riot por realizar um protesto na principal catedral moscovita. Maria Alyokhina, 24 anos, Nadezhda Tolokonnikova, 22, e Yekaterina Samutsevich, 29, podem ser condenadas a até sete anos de prisão por terem invadido, em 21 de fevereiro, o altar da principal catedral moscovita e feito uma "prece punk" à Virgem Maria para que livrasse a Rússia do então primeiro-ministro (e hoje presidente) Vladimir Putin. A cantora chegou a interromper seu show na capital Moscou, pedindo que a Justiça não condene as moças.

A oposição diz que o processo contra a banda Pussy Riot é parte de uma onda de repressão contra manifestantes que têm realizado os maiores protestos na Rússia desde a ascensão de Putin ao poder, em 2000. Madonna, que está em Moscou para fazer um show e abrir uma filial da sua academia de ginástica, somou-se a outros artistas internacionais, como Sting e Red Hot Chilli Peppers, na manifestação em defesa das três ativistas.

"Sou contra a censura e ao longo de toda a minha carreira sempre promovi a liberdade de expressão, a liberdade de opinião. Então obviamente acho que o que aconteceu com elas é injusto", disse Madonna à TV Reuters. "Espero que elas não tenham de cumprir sete anos de prisão. Isso seria uma tragédia", disse Madonna, que também se envolveu em várias polêmicas em três décadas de carreira. "Acho que a arte deveria ser política. Historicamente falando, a arte sempre reflete o que está ocorrendo socialmente. Então, para mim, é difícil separar a ideia de ser artista e ser político".

O protesto das Pussy Riot na Catedral de Cristo Salvador irritou não só o Kremlin como também muitos líderes e fiéis da Igreja Ortodoxa. Elas disseram que escolheram esse local para protestar contra a promiscuidade entre a Igreja e os interesses de segurança do Estado. "Há uma grande diferença entre crítica e ódio. Protesto não é ódio, e não é violência", disse Alyokhina ao tribunal nesta segunda-feira.

O empresário Mikhail Khodorkovsky, que foi condenado no mesmo tribunal, disse que o trio punk pode ter ido longe demais no protesto, mas pediu leniência por causa da juventude delas. "É doloroso acompanhar os fatos no tribunal Khamovnichesky, em Moscou, onde Masha, Katya e Nadya estão sendo julgadas", disse ele em nota no seu site.

Khodorkovsky, de 49 anos, ex-diretor da empresa petrolífera Yukos, foi preso em 2004 sob acusação de fraude e evasão fiscal. Falando da própria experiência, ele disse que réus famosos são alvo de maus tratos, tendo de passar 11 horas por dia em "aquários" abafados e comendo apenas macarrão instantâneo. Na prisão, acrescentou o empresário, as detentas provavelmente tem apenas três horas de sono, e só podem tomar banho aos sábados. "Não sei como as meninas conseguem suportar isso. O juiz é claro que sabe desse regime. É tortura", acrescentou.

As integrantes da banda Pussy Riot foram presas por fazer uma "missa punk" em protesto contra Vladimir Putin. Madonna e outros artistas saíram em defesas delas
As integrantes da banda Pussy Riot foram presas por fazer uma "missa punk" em protesto contra Vladimir Putin. Madonna e outros artistas saíram em defesas delas
Foto: AFP
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