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Duane 'Keffe D' Davis diz: 'Sou inocente' na primeira entrevista desde a condenação pelo assassinato de Tupac Shakur

"Cara, mentiram tanto sobre mim. Eu nem sei por onde começar. Todos aqueles policiais ali estavam mentindo pra caralho", diz Davis sobre os depoimentos

9 set 2026 - 07h42
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Resumo
Em sua primeira entrevista após ser condenado por homicídio em primeiro grau pela morte de Tupac Shakur em 1996, Duane "Keffe D" Davis declarou-se inocente. Ele alegou que testemunhas, policiais e promotores mentiram no tribunal, além de afirmar que não escreveu a autobiografia usada como prova contra si. Davis justificou que declarações anteriores foram dadas apenas por dinheiro sob promessa de proteção legal. Sua defesa planeja recorrer, embora ele admita não estar otimista com o processo.

Duane "Keffe D" Davis reiterou que é inocente em sua primeira entrevista desde que foi condenado no início desta semana por seu papel no assassinato de Tupac Shakur.

Tupac Shakur e Duane “Keffe D” Davis (Foto: Raymond Boyd/Getty Images e Steve Marcus
Tupac Shakur e Duane “Keffe D” Davis (Foto: Raymond Boyd/Getty Images e Steve Marcus
Foto: Pool/Getty Images) / Rolling Stone Brasil

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Falando com o The Hollywood Reporter dias depois de ter sido considerado culpado de homicídio em primeiro grau pela morte do rapper em 1996, Davis acusou testemunhas de mentirem no tribunal e disse que uma autobiografia que afirma não ter escrito foi usada contra ele.

"Eu nunca escrevi aquele livro. O autor me disse para contar 10 histórias sobre o que aconteceu na sua vida e arrumar algumas fotos", disse Davis sobre seu livro de memórias, Compton Street Legend, uma peça-chave de evidência durante o julgamento. "Eu nunca li esse livro, não revisei esse livro nem nada. Eles nem escreveram meu nome direito na capa".

Ele acrescentou sobre outra prova usada contra ele — suas próprias palavras em uma entrevista à Vlad TV exibida durante o julgamento —: "Eu só estava ali ganhando dinheiro. Eu estava quebrado e o procurador dos EUA [Timothy] Searight tinha dito que eu estava protegido [pelo proffer]. E Reggie Wright Jr. [ex-chefe de segurança da Death Row] me disse para ir lá e pegar meu dinheiro. Então eu fui".

Davis disse que testemunhas foram desonestas sobre seu caráter ao longo do julgamento, incluindo agentes do FBI e policiais que depuseram pela acusação. "Cara, mentiram tanto sobre mim. Eu nem sei por onde começar. Todos aqueles policiais ali estavam mentindo pra caralho. Os promotores estavam mentindo sobre mim", disse Davis ao The Hollywood Reporter. "Eu sou um bom homem, cara. Eu sou uma boa pessoa. Eu não sou nenhum assassino do caralho".

Perguntado por que não depôs em sua própria defesa, Davis disse que seu advogado afirmou que testemunhar prejudicaria suas chances em um recurso.

O júri de Las Vegas precisou de apenas três horas para condenar Davis por homicídio em primeiro grau, um veredicto que foi celebrado pela família de Shakur, que estava presente quando a decisão foi lida. Questionado se tinha alguma mensagem para a família do rapper, Davis disse: "Eu não tenho nada a dizer para eles. Eu não gostei do jeito que eles estavam olhando para mim — como se estivessem prontos para me bater. E eu não gostei do jeito que os promotores ficavam levando eles para a sala dos fundos onde o júri estava. Isso pareceu tendencioso para mim".

O advogado de Davis planejava entrar com um recurso após a condenação, com Davis citando um acordo anterior que fez com o governo federal e que, segundo ele, deveria se sobrepor à condenação no estado de Nevada. Ainda assim, Davis não está otimista quanto às chances de vencer o recurso.

"Eu sou inocente, cara. Eles têm um homem inocente sentado na cadeia", acrescentou Davis. "Eu tenho dois netos que vão jogar profissionalmente futebol americano. Eles são All-Americans — um deles está no ensino médio. Ele tem 25 ofertas de bolsa, e o outro está na faculdade. E quando eles ganharem seus milhões, eles vão vir me tirar daqui".

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