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CPM 22 lança CD mais maduro após pausa de quatro anos

4 mai 2011 - 07h54
(atualizado às 07h55)
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Kamille Viola
Direto do Rio de Janeiro

Não é exagero dizer que, sem o CPM 22, provavelmente não existiria o Restart. Formada em 1995, a banda foi a primeira a ganhar destaque no Brasil com o emocore ou emo, vertente do hardcore melódico com letras românticas, com o CD de estreia, A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum, em 2000. Onze anos depois, eles lançam seu sexto disco, Depois de um Longo Inverno, após uma pausa de quatro anos, quando deixaram a gravadora Arsenal.

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"Demorou um pouco, mas foi o tempo certo para reformular ideias", diz o guitarrista Luciano Garcia, que forma o CPM ao lado de Badauí (vocal), Fernando (baixo) e Japinha (bateria). "A gente queria dar um salto musical. Por isso, o CD tem outros instrumentos, outros músicos, só cara de primeira linha", elogia.

Participam do disco Maurício Takara (vibrafone), Fernando Bastos, Paulinho Viveiro e Tiquinho (metais), Patricia Ribeiro (violoncelo), Daniel Ganjaman (arranjos de órgão Hammond, piano e de metais) e Neli Giogi e Phil Fargnoli (backing vocals). Chamam atenção a influência do ska e a mudança na temática das músicas. "Faz parte, por estarmos mais velhos (eles têm entre 31 e 38 anos). Tem letras sobre família, futuro, planos", descreve Luciano, lembrando que apenas Japinha está solteiro.

Ele reconhece a influência do CPM 22 sobre bandas que fazem sucesso hoje, mas lamenta alguns aspectos. "O som que a gente fazia não era novo: tinha Millencolin, No Use For a Name, NO FX, onde o CPM sempre bebeu. Acho natural, mas hoje parece que as bandas são uma cópia da outra. Falta identidade. Nos anos 80 e 90, os grupos de rock eram diferentes entre si. Hoje eu vejo foto, ouço a banda e não sei quem é quem", critica.

Foto: Agência Fred Pontes / Divulgação
Fonte: O Dia
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