Cavetown cresce sem perder a delicadeza em "Running With Scissors"
Novo álbum marca fase mais expansiva do artista britânico, que equilibra vulnerabilidade, ruído e amadurecimento
Por Arthur Caires
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Existe um estágio no amadurecimento em que crescer deixa de ser um estado de confusão para oferecer as primeiras certezas. O medo e os erros persistem, mas agora sustentados por uma confiança em construção. É preciso bancar escolhas, digerir consequências e aceitar que o retorno ao que fomos já não é uma opção. Nesse limiar entre a coragem e o estranhamento, Running With Scissors, novo álbum de Cavetown, encontra seu fôlego.
Lançado em janeiro de 2026, o disco marca uma virada significativa na trajetória de Robin Skinner. É seu primeiro trabalho fora de uma grande gravadora e o primeiro gravado em estúdio profissional com produtores externos. A obra abandona parcialmente o isolamento do quarto - espaço simbólico que definiu sua estética - para explorar novas texturas e possibilidades. Além da mudança sonora, há também uma modificação estrutural: ao dividir o processo criativo com nomes como Ryan Raines, David Pramik e underscores, Skinner parece menos preocupado em controlar tudo e mais interessado em expandir seu próprio vocabulário.
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