'Eu não via sentido na vida', diz Anitta ao refletir sobre autoconhecimento
Cantora revelou que viveu momentos de angústia antes de entender melhor seu processo de amadurecimento
Anitta revelou, em entrevista ao podcast Filosofia para Viver, que enfrentou momentos de angústia e falta de propósito na vida, mas destacou o papel essencial do autoconhecimento em seu processo de amadurecimento emocional.
Anitta falou sobre como o autoconhecimento a ajudou a lidar com nuances da carreira artística. Aos 33 anos, a cantora participou do podcast Filosofia para Viver, da professora de filosofia Lúcia Helena Galvão, e refletiu sobre a angústia existencial que lhe acometeu há alguns anos.
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"No seu documentário, tem uma passagem em que você fala que, de vez em quando, chora e não sabe muito bem por quê. Você acha que por trás disso tem alguma angústia existencial mal resolvida? Alguma coisa que você ainda está buscando?", questionou Lúcia Helena.
Sincera na resposta, Anitta abriu o coração. "Eu tinha muito isso, assim, em muitos momentos da minha vida eu simplesmente entrava em um buraco muito profundo e eu ficava nesse buraco, eu chorava assim, parecia que eu estava... era um bebê ainda que acabou de nascer", disse.
"Era um choro profundo, um buraco profundo. Eu não via sentido na vida. Tinha momentos em que eu não via por que eu estava viva, sabe? Era uma coisa muito dolorida que eu não entendia", complementou.
A cantora afirmou que o autoconhecimento foi fundamental para entender cada etapa do processo de amadurecimento.
"Quando eu comecei a mergulhar no autoconhecimento e a entender cada padrão, cada ciclo repetitivo da minha vida, cada buraco, aonde estava cada vazio, como eu conseguiria preencher, só eu comigo mesma conseguiria me preencher e me amar e me aceitar e me enxergar sem culpa, sem vergonha"
"Aí, a cada dia que foi passando, eu sentia menos e menos e menos. E, hoje em dia, é muito raro eu ter algum momento assim. Nunca mais tive tão profundo assim. Às vezes até vem um chorinho, mas assim".
Por fim, ela explicou que tinha um padrão comportamental antes de se conhecer de maneira mais profunda.
"Antes eu ficava muito querendo saber o porquê. O que está acontecendo? Por que eu estou aí? Eu dava motivos para esses choros, né? É por que tal coisa aconteceu, é por que Fulano fez isso comigo. Eu tinha muito essa mania de: 'ah, por que Fulano fez, Beltrano... " Nunca eu fiz, era sempre os outros. E hoje aprendi. Nossa, quando comecei a aprender o quanto que eu fiz, eu fiquei: 'Nossa, eu mesma, que tosco'. Hoje eu acredito nisso, que a gente mesmo é que cava os destinos da nossa vida, né?", avaliou.
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